Profissionais foram acusados de omissão de socorro a cão atropelado em frente à clínica
05/02/2019 12h10 – Campograndenews
A clínica veterinária Companhia dos Bichos, localizada na Vila Palmira, está sofrendo ameaças depois de ser acusada de omissão de socorro a um cachorro atropelado por volta das 7h desta segunda-feira (4), na Avenida Júlio de Castilho. “Tem que tacar fogo nesse lugar e falar para o Corpo de Bombeiros negar socorro também”, disse um dos ameaçantes.
A denúncia de omissão foi feita pelo Facebook da estudante Lara Luana e em pouco tempo teve quatro mil compartilhamentos e mais de três mil comentários. Lara disse ainda que quando foi até a clínica foi avisada que eles não se responsabilizam por cachorros de rua.
“Pediram socorro na Clinica COMPANHIA DOS BICHOS que fica do outro lado da rua, e a mesma omitiu socorro dizendo que “POR SER ANIMAL DE RUA, NÃO ERA RESPONSABILIDADE DELES”. Quando estava voltando da academia com minha mãe vi a cena do cachorro ainda com vida e nossa atitude foi a mesma dos funcionários da casa de tinta, fomos pedir ajuda na clinica, onde a funcionaria nos deu a mesma responda dizendo que não podia fazer nada, alegamos que isso era omissão de socorro e sendo assim iriamos denunciá-los e a mesma nos ignorou totalmente mesmo dizendo que íamos pagar (pois já tinha gente se mobilizando para ajudar com os gastos)”, descreveu o post.
Depois da publicação, a clínica começou a receber várias ligações com ameaças. “A gente está com medo de chegar para trabalhar e ter o carro quebrado ou até mesmo ser agredida porque ela (Lara) postou nosso telefone e não paramos de receber ligações de gente ameaçando falando que vão meter bala aqui na frente, tacar fogo e pedir omissão do Corpo de Bombeiros, quando nem sabem o que aconteceu”, disse a veterinária Dayane Souza Moreira.
A médica explica que quem veio pedir por ajuda primeiro foram os funcionários de uma loja de tinta e cerca de 1h depois a estudante. “Nós falamos tanto para um quanto para o outro que eles tinham que trazer o cãozinho até aqui porque precisamos que alguém se responsabilize por ele como tutor e não por causa de dinheiro como ela quis dizer, o valor de tudo só é repassado no final de cada consulta e precisamos de alguém responsável porque se o dono do animal aparecer depois e acontecer alguma coisa com ele alguém tem que se responsabilizar”.
“Ninguém negou atendimento em momento nenhum, ao contrário, se nós negamos eles também porque a orientação de trazer os animais aqui. Eu estava em atendimento, não tinha como deixar meus animais aqui também e ir lá sendo que eles podiam ter trazido, mas ela ficou lá velando o cachorro até ele vir a óbito e depois foi embora deixando ele na calçada”, completou.


