26/05/2015 06h40
O Sisfron entrou e funcionamento em novembro do ano passado em Dourados, cidade que recebe o piloto do projeto que visa monitorar toda a área de fronteira
Douradosnews
Adidos militares das Nações Amigas de 17 países visitaram na manhã desta segunda-feira (25), o projeto Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteira), implantado na 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada em Dourados- Brigada Guaicurus. O interesse é de conhecer e utilizar o projeto em seus países de origem para coibir os diversos crimes.
No local eles participaram de solenidade de formatura, em seguida de palestra com a apresentação do sistema onde puderam tirar dúvidas detalhadas sobre o Sisfron e para finalizar conheceram os equipamentos utilizados no projeto.
Além deles uma comitiva com 15 militares de Brasília e engenheiros também vieram ao município para conhecer o sistema.
De acordo com o general da brigada, Rui Yutaka Matsuda os adidos buscam conhecer o projeto inovador, pois ele pode passar soluções para os demais países.
“Esses representantes vem em busca de conhecer melhor o projeto, que é inovador e tem a intensão de ajudar a monitorar fronteiras. Os problemas de fronteira não são específicos do Brasil, outros países também tem igual ou semelhantes e a solução pode ser dada eles por meio do projeto”, explica o general.
Os adidos representaram Chile, Equador, Venezuela, Paraguai, França, Reino Unido, Rússia, Estados Unidos, Indonésia, Colômbia, Argentina, Espanha, Camarões, México, Peru, Honduras e Uruguai.
Segundo o general de brigada da 5º Sub chefe do estado maior do exército, Joarez Pereira Junior, o Sisfron é um projeto que muda muito a realidade de muitos países, por ser uma iniciativa diferenciada.
“Eles têm muito interesse em conhecer o projeto com uma problemática com a região de fronteira que é o que temos aqui. Diante disso buscam por meio dele de alguma forma, implantar também no país de origem e de certa forma auxiliar na solução de problemas semelhantes” disse Juarez.
É o caso do colombiano Oscar Hernando Morales Casallas, que fala dos problemas enfrentados pelo país por conta do narcotráfico.
“O projeto tem muito a nos ajudar e a ensinar. Buscamos de alguma maneira implementar algo parecido em nosso país. Temos muitos problemas, como o narcotráfico, espero que ele nos ajude a coibir esses crimes”, disse Casallas.
Sisfron
O Sisfron entrou e funcionamento em novembro do ano passado em Dourados, cidade que recebe o piloto do projeto que visa monitorar toda a área de fronteira do país num investimento total previsto de R$ 12 bilhões com previsão de implantação até 2017.
No Mato Grosso do Sul, os recursos consumidos foram de aproximadamente R$ 900 milhões, operando em 600 quilômetros da fronteira do Estado.
No sistema, uma central de comando e controle instalada na sede da Brigada Guaicurus monitora todas as ações ou operações desenvolvidas pelos militares na faixa de fronteira e gerencia possíveis ordens do comando para deslocamento de tropas, entre outras atividades de segurança.
Dezenas de caminhões estão equipados com salas modernas de monitoramento funcionam como unidades móveis de controle interligadas ao comando central. Operadores tem acesso a computadores que estão conectados não apenas a sala de monitoramento dentro da Brigada, como também a satélites que detalham posicionamento e produzem imagens mais amplas.
Os militares que trabalharão em ‘terra’, assim como aqueles que estarão em helicópteros, possuem equipamentos de câmera de última tecnologia e registram toda a ação. Esses dados são transmitidos ‘ao vivo’ para as centrais de monitoramento e comando que armazenam os dados para definir estratégias futuras ou para definir movimentações imediatas durante as operações, como perseguição a criminosos, por exemplo. São utilizados ainda radares e sensores que identificam movimentações suspeitas e também aeronaves não tripuladas.





