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domingo, 18 de outubro, 2026

Advogada acusada de atos violentos em protestos pede asilo político ao Uruguai

22/07/2014 07h50

Eloísa Samy quer asilo para se defender em liberdade, diz DDH

Agência Brasil

A advogada Eloísa Samy, acusada de atos violentos em protesto, foi ao Consulado-Geral do Uruguai, no Rio de Janeiro, na tarde desta segunda-feira (21) pedir asilo político ao país vizinho. Investigada pela Operação Firewall, da Polícia Civil, ela é uma dos 23 ativistas que tiveram prisão preventiva decretada, por associação criminosa, pela 27ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, na última sexta-feira (18).

A informação foi divulgada pelo DDH (Instituto de Defensores de Direitos Humanos), organização não governamental da qual Eloísa Samy faz parte. Segundo o DDH, o objetivo da advogada é conseguir o asilo para se defender, em liberdade, das acusações que são feitas pelo Ministério Público.

De acordo com o DDH, policiais militares estão cercando a área do Consulado Geral do Uruguai, na zona sul do Rio.

Liberdade negada

O desembargador Flávio Horta Fernandes, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, negou no domingo (20), o habeas corpus com pedido de liminar de 24 ativistas que tiveram a prisão decretada na última sexta-feira (18).

Na decisão, o desembargador afirmou que não via motivação que justificasse a liberação dos réus. Ele afirmou ainda serem desnecessários os termos ofensivos que teriam sido utilizados pelos advogados no pedido de habeas corpus contra o juiz que decretou a prisão.

Eloísa Samy foi ao consulado do Uruguai pedir asilo políticoReprodução / Facebook