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Advogado alerta que falta de IML compromete laudos periciais

22/04/2015 10h40

Além disso, a falta da preservação do local do crime são fatores que influenciam nos laudos técnicos finais

Douradosagora

Grave problema causado pela falta do Instituto Médico legal (IML) em Dourados é o comprometimento dos laudos feitos de forma improvisada pela perícia, dentro de empresas particulares.

Para o advogado criminalista de Dourados, Maurício Rasslan, o transporte dos corpos é feito por funcionários de funerárias, que são leigos.

Além disso, a falta da preservação do local do crime são fatores que influenciam nos laudos técnicos finais. Por causa disso, vários destes resultados são contestados frequentemente na Justiça. Rasslan, que atua há 20 anos na área criminal, além de ser membro da Comissão Estadual da OAB e secretário geral do Tribunal de Ética, avalia que o IML desativado em Dourados é uma falta de respeito com a população e com o trabalho da Justiça.

“Hoje em Dourados não existe preservação do local do crime. Todo mundo invade o local, chuta cápsulas e vira uma bagunça total. O corpo é tocado por leigos que fazem o transporte do corpo delito. E se cai um fio de cabelo na vítima? ou um botão? e a roupa da vítima que é rasgada? tudo isso conta muito e influencia no laudo final. Quem sofre é a família da vítima porque todo laudo dúbio não pode incriminar ninguém. Se há dúvidas, o réu não pode ser preso”, destaca, observando que a “novela” do IML, dura há anos por falta de ação do poder público.

Hoje, sem o serviço de transporte, os corpos são levados pelas empresas até os necrotérios destas e são removidos por funcionários e não servidores da perícia devidamente qualificados.