Agente de endemias encontra crânio durante vistoria em terreno baldio

Foto: Maya Severino

A Polícia Militar e a perícia da Polícia Civil foram acionadas e estão no local para verificar se há outros ossos na área

Um agente de endemias encontrou um crânio em um terreno baldio, no cruzamento das ruas Jorge Pedro Bedoglin e Luiz Carlos Petengil, na região da Mata do Jacinto, no início da tarde desta quarta-feira (15), em Campo Grande. A Polícia Militar e a perícia da Polícia Civil foram acionadas e estão no local para verificar se há outros ossos na área.

Conforme apurado pela reportagem, a agente realizava fiscalização de rotina na região, em busca de focos do mosquito da dengue, quando localizou a ossada. Em seguida, a Polícia Militar foi acionada. Há indícios de que o crânio seja humano, de um homem.

O crânio está com uma perfuração no local que seria a testa, mas ainda não é possível confirmar se seria de um disparo. O material será encaminhado para exame necroscópico.

Uma aposentada, de 73 anos, relatou à reportagem que o crânio pode estar no local há pelo menos 4 a 5 dias. Segundo ela, moradores chegaram a estranhar a movimentação no terreno, mas, inicialmente, pensaram se tratar de algo comum.

“Eu vi o pessoal olhando e fui olhar também. Já faz uns quatro, cinco dias que isso está aí”, contou. A idosa disse que, no primeiro momento, acreditou que pudesse ser a cabeça de um animal. “Parecia até um coco da Bahia. Pensei que fosse coisa de bicho”, relatou.

Apesar da suspeita, ela afirma que não percebeu nenhuma movimentação estranha na região. “Se aconteceu de madrugada, a gente nunca sabe, né? Eu não vi nada diferente”, disse.

A aposentada também mencionou a presença de um saco pendurado em uma árvore próxima, o que chamou a atenção dos moradores. No entanto, o crânio estava fora de qualquer embalagem, jogado diretamente no terreno.


Investigação – De acordo com o delegado da 3ª Delegacia de Polícia, Reges de Almeida, a suspeita inicial é de que o crânio tenha sido apenas desovado no local, já que não há indícios de que o crime tenha ocorrido ali. “Vamos apurar a origem desse crânio e a sua identificação”, afirmou.

Questionado sobre registros recentes de desaparecimento na região que possam ter relação com o achado, o delegado disse que essa possibilidade ainda será analisada. “Vamos colher o padrão de DNA”.

Como o crânio já está sem pele, ele explicou que, neste primeiro momento, não é possível determinar se pertence a um homem ou a uma mulher. Sobre uma marca na região que corresponderia à testa, Reges esclareceu que “não foi encontrado nenhum projétil de arma de fogo no interior do crânio”, mas ponderou que há sinais de que ele pode ter sido enterrado antes de ser levado ao local onde foi encontrado. “Tudo isso terá que ser analisado com cuidado”, disse, acrescentando que a hipótese de o crânio ter sido retirado de outro lugar e descartado ali também está sendo considerada.

Fonte: Campograndenews