07/06/2014 10h20
Os conflitos entre fazendeiros e índios promete retirar parcela substancial dos possíveis apoios eleitorais que o Plano Safra trariam
Campograndenews
Não restam dúvidas de que o Plano Safra 2014/2015 é o mais importante instrumento de política agrícola do país. Ele está sendo celebrado pelos agricultores que têm mais recursos e taxas de juros consideradas atraentes. Dilma ressaltou o diálogo com o setor durante a construção do plano. Ela tentará reforçar esse diálogo neste fim de semana, quando receberá parlamentares ruralistas em jantar no Palácio da Alvorada.
De maneira geral, a elevação do volume de recursos destinados para o Plano Safra não destoou do padrão das últimas safras. Ao todo, o Plano Safra destinará R$ 156 bilhões em crédito rural para a agricultura empresarial, 14,7% mais que no anterior.
Aliada de Dilma, a presidente da CNA (Confederação da Agricultura), senadora Kátia Abreu (PMDB – TO), avaliou positivamente o plano. Segundo a senadora, praticamente todos os itens e solicitações da CNA foram contemplados.
E foram mesmo. O avanço no crédito rural é muito elevado no governo Dilma. Mas a morosidade e clara falta de vontade do Ministério da Justiça na resolução dos conflitos entre fazendeiros e índios promete retirar parcela substancial dos possíveis apoios eleitorais que o Plano Safra trariam.


