08/02/2014 07h30
Policiais federais de Ponta Porã protestam pela reestruturação de cargos e salários
Divulgação (TP)
Policiais federais de Ponta Porã realizaram no final da tarde de sexta-feira (7), para realizar um “algemaço” em frente do prédio da DPF, na Rua Presidente Vargas. O protesto faz parte do primeiro ato público do Sindicato da Polícia Federal de MS (Sinpef/MS) contra o Governo Federal. A classe reivindica reestruturação salarial e de cargos e carreira. Em Campo Grande, protesto semelhante foi realizado pela manhã. Na fronteira, foi às 17 horas.
Segundo o representante do sindicato, a principal luta é para receber subsídios de nível superior, já que recebem atualmente salário de nível médio. De acordo com ele, a lei 9.296, sancionada em 1996, definiu que os concursos da Polícia Federal seriam de nível superior. Entretanto, até hoje não foi feito o reajuste salarial. Em 2012, pelos mesmos motivos, os federais pararam. A paralisação da categoria se estendeu por mais de 70 dias, mas, os protestos enfraqueceram a os policiais perderam o jogo para o Governo Federal.
A cobrança também é por reconhecimento das atribuições exercidas pelos agentes federais, escrivães e papiloscopistas. “Pedindo o apoio da sociedade, cobramos a solução dos diversos problemas que estamos passando”, disse o sindicalista. Policiais federais estariam abandonando o cargo por estarem desmotivados com as más condições de trabalho e salário baixo.
PRÓXIMO ATO
Os federais disseram que na terça-feira (11) ocorrerá outra manifestação, desta vez por 24 horas. Além disso, nos próximos meses devem acontecer paralisações maiores. Serão mantidos 30% do efetivo, para os serviços essenciais e para “não prejudicar a sociedade”. Do quadro, total, 450 policiais federais fazem parte do Sinpef/MS.
Eles afirmam que “não queremos deflagrar a greve, queremos que o Governo Federal atenda as nossas reivindicações. Caso a greve seja deflagrada, pode afetar a Copa do Mundo, pode até acontecer uma ação terrorista”, sugeriram. (*Jornalista – MTB/MS 1266)
Texto: Edmondo Tazza


