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domingo, 18 de outubro, 2026

Aluno de Ponta Porã faz “vaquinha” para participar de feira no México

17/01/2016 07h30

O estudante explica que a proposta dele existe no mercado, mas a diferença está no preço.

Correio do Estado

Depois de vencer uma feira de ciências em Assunção, no Paraguai, o estudante Vinícius Belló, de 18 anos, de Ponta Porã, conquistou o direito de apresentar o projeto dele no México. Mas o sonho de representar o Brasil em Mazatlán está ameaçado por falta de dinheiro. Por esse motivo, ele teve a ideia de fazer uma “vaquinha” online, onde voluntários contribuem com o valor que julgarem melhor.

Vinícius conta que teve ideia de criar a vaquinha depois de ver estudantes de São Paulo viajando para Índia com dinheiro coletado em um site do gênero. O objetivo, segundo ele, é “divulgar o trabalho para o público em geral, principalmente por ser fruto de muito esforço, além de incentivar a pesquisa por jovens no Brasil”.

Estudante do curso técnico em informática do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), Vinícius foi incentivado pelos professores, em especial Eder Samaniego Villalba, a participar de pesquisas científicas com resultados que pudessem ser executados.

Depois de pensar nas características de Ponta Porã e como a agricultura é presente no cotidiano dos sul-mato-grossenses, ele criou o projeto “Agroduíno: sensoriamento agrícola”. O nome é um jogo com as palavras agro, fazendo menção ao campo, e arduíno, denominação de uma placa eletrônica.

O projeto torna o monitoramento agrícola mais barato e acessível a produtores donos de pequenas e médias propriedades. Com sensores, ele mede variáveis como temperatura, qualidade e umidade relativa do ar e do solo. Os dados são gravados em uma planilha eletrônica para serem acessados em um computador, mas também existe a possibilidade de serem consultados por meio de um aplicativo criado por Vinícius.

O estudante explica que a proposta dele existe no mercado, mas a diferença está no preço. Hoje, uma estação de medição como a que ele criou custa em média R$ 1200. Ele afirma ser possível construir uma a R$ 125, uma economia de 89,5%.

PRÊMIOS

Com esse projeto, Vinícius ganhou diversos prêmios e credenciais para apresentar o trabalho em outros países como Paraguai, México e Escócia. Para ir ao México, o estudante precisa de R$ 6 mil.

Interessados em contribuir devem acessar aqui.

https://www.vakinha.com.br/vaquinha/vinicius-rumo-ao-esi-amlat-2016-mexico

Vinícius apresentou projetos em várias feiras científicas(Foto: Arquivo Pessoal)