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domingo, 18 de outubro, 2026

Alvo de buscas da PF na Fiems, Sérgio Longen tem bens bloqueados e sigilo bancário quebrado

Juiz federal tomou medidas contra presidente da Fiems em ação que investiga corrupção no Sistema S

21/02/2019 08h20 – Midiamax

O juiz federal Cesar Arthur Cavalcanti de Carvalho, da 4ª Vara Federal de Recife, determinou o bloqueio de bens e quebra de sigilo bancário do presidente da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul) Sérgio Longen na mesma decisão que autorizou mais de 40 buscas e apreensões durante a Operação Fantoche na terça-feira (19).

O processo corre sob segredo de justiça, mas a íntegra do pedido foi divulgada por Fausto Macedo, do Estadão. São investigadas a prática de crimes contra a administração pública, fraudes licitatórias, associação criminosa e lavagem de ativos.

Ao todo, 36 pessoas tiveram o sigilo bancário quebrado e outras 24, incluindo Longen, tiveram os bens bloqueados em até R$ 400 milhões, o prejuízo calculado pela operação aos cofres públicos nos supostos superfaturamentos.

Em Campo Grande, a Polícia Federal cumpriu dois mandados de busca e apreensão, sendo um deles na sede da Fiems e outro em um apartamento de luxo, antigo endereço de Longen. Foram cumpridos dez mandados de prisão, sendo sete em Pernambuco e outros três em Alagoas, Paraíba e Minas Gerais. Todos os alvos da operação já estão soltos.

Mais de R$ 400 milhões

A Operação Fantoche investiga um esquema de corrupção envolvendo um grupo de empresas sob o controle de uma mesma família que vem executando contratos, desde 2002, por meio de convênios com o Ministério do Turismo e entidades do Sistema S. Estima-se que o grupo já tenha recebido mais de R$ 400 milhões.

Segundo a PF, são investigadas a prática de crimes contra a administração pública, fraudes licitatórias, associação criminosa e lavagem de ativos.

A operação conta com apoio do TCU (Tribunal de Contas da União). A investigação aponta que o grupo costumava utilizar entidades de direito privado sem fins lucrativos para justificar os contratos e convênios diretos com o ministério e unidades do Sistema S.

Em coletiva, o presidente da Fiems não citou seus bloqueios de bens e nem quebra do sigilo bancário. Longen apenas informou que os contratos realizados pela Fiems em Campo Grande estariam dentro da legalidade.

Alvo de buscas da PF na Fiems, Sérgio Longen tem bens bloqueados e sigilo bancário quebrado