14/08/2015 07h40
O próprio lutador admitiu que tomou ansiolíticos na véspera da luta
Terra
Mais de seis meses após ter sido flagrado em exame antidoping no UFC, Anderson Silva enfim recebeu sua punição por parte da Comissão Atlética de Nevada. Em audiência realizada nesta quinta-feira (13), o ex-campeão recebeu uma suspensão de 12 meses, viu a vitória sobre Nick Diaz se transformar em uma luta sem resultado e levou multa de US$ 380 mil.
Durante a sessão, Anderson apresentou depoimento considerado pelos comissários como “inconsistente” e afirmou que as substâncias anabolizantes estavam presentes em um estimulante sexual, que ganhou de presente de um amigo da Tailândia. Além disso, o lutador admitiu que tomou ansiolíticos na véspera da luta, já que estava com dores nas costas, sem conseguir dormir e ansioso para enfrentar Nick Diaz.
Porém, pôde-se notar algumas falhas na defesa do lutador. Seu advogado, Michael Alonso, afirmou que, a fim de detectar a origem das substâncias proibidas, havia testado todos os suplementos e remédios ingeridos por “Spider” nos meses anteriores à luta. Ali, segundo ele, havia sido detectada no estimulante sexual a substância drostanolona, um dos anabolizantes com os quais Anderson foi flagrado.
No entanto, a defesa não possuía com ela os resultados formalizados de todos estes testes. Além disso, a testemunha especialista utilizada pela defesa afirmou que, nestes testes, não foi encontrada a substância androsterona, com a qual Anderson também foi flagrado.


