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domingo, 18 de outubro, 2026

Andrés critica promoção de ingressos do São Paulo

10/11/2013 07h20

A bronca é que o tricolor passou a vender seus ingressos a R$ 10 para os jogos no Morumbi.

Uol

O ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, responsável pelas obras do Itaquerão fez crítica à promoção do São Paulo para baratear seus ingressos durante a campanha do Brasileiro. Seus ataques tiveram o apoio do gestor da Odebrecht para estádio, Dênio Cidreira. As posições foram expostas no seminário Business FC, em São Paulo, em debate sobre arenas.

Ameaçado pelo rebaixamento, o São Paulo reduziu seus bilhetes básicos a R$ 10, preços que podem ser ainda menores dependendo dos descontos para estudandes e sócios-torcedores. Houve uma polêmica em relação a essa promoção. No debate, foi questionado se o clube ganhou no Morumbi com a venda de produtos, apesar da renda baixa com bilhetes.

“Vocês acreditam neles? Venderam cem caixas de refrigerantes. O que o São Paulo fez foi mal, péssimo para o futebol brasileiro inteiro. Botar um espetáculo a R$ 5 a R$ 10”, atacou. Foi apoiado por Cidreira: “Foi um mal para o futebol brasileiro.”

O diretor da OAS, Carlos Eduardo Paes Barreto, que atua no Grêmio e na Bahia, também afirmou que tem de ser feita uma boa avaliação para se chegar a um preço para cada setor. “É natural reclamar do valor. Se perceber em todas as arenas, existem setores com tickets baixos. A maioria de ingressos praticados é antigo. Há tickets mais elevados nos camarotes”.

O dirigente afirmou que não foi ao clássico entre São Paulo e Corinthians, tendo assistido pela televisão. Anteriormente, Andrés contou que os preços têm que ser determinados pela lei de oferta e procura, e discursou contra gratuidades para idosos e descontos para estudantes. “Se botar R$ 200, e ninguém for, ai para R$ 150. Nenhum administrador de arena vai botar o preço caro. O que fico indignado são essas pessoas todas entrando sem pagar. A média de ticket é de R$ 50 para baixo.”

Outras críticas de Andres foram feitas em relação ao modelo de construção de arenas. Afirmou que é um absurdo o fato de o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) não poder emprestar dinheiro direto para o clube. “É um pacote que foi mal vendido.”

Ao falar sobre a construção de arenas no exterior, em comparação com o Brasil, Andres chamou Barcelona e Real Madrid de “drogas”. “A maioria dos clubes que todo mundo diz que investe, Barcelona e Real Madrid, essas drogas ai, é tudo com dinheiro público. E a dívida é maior do que os clubes brasileiros”, comentou.