20/04/2014 08h20
Os técnicos, entretanto, concordam que ainda há tempo para evitar o temido apagão
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Um relatório divulgado neste mês pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), órgão do governo federal que regulamenta e fiscaliza o setor no Brasil, fez aumentar a preocupação com o risco de apagão durante a Copa do Mundo em 2014.
Especialistas analisaram as possibilidades de uma queda de energia durante o evento e os problemas relatados pela agência. Segundo a Aneel, três das 12 cidades-sede da Copa estão com situação energética preocupante.
Segundo o professor de engenharia elétrica da USP (Universidade de São Paulo) de São Carlos José Carlos de Melo Vieira Júnior, o documento revela falhas. “Faltou uma fiscalização maior no cumprimento dos prazos das construções de linhas e subestações de energia elétrica”.
Já o professor da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Ilha Solteira Carlos Canesin, especialista em engenharia elétrica, remete ao governo os problemas que o setor energético terá que superar durante o evento esportivo. “As falhas são as que já conhecemos de longa data: péssima qualidade da administração pública das obras; falhas em processos licitatórios; atrasos demasiados de cronogramas de execução das obras; qualidade duvidosa de diversas obras de infraestrutura periférica aos estádios e de mobilidade nas cidades-sede”.
Os dois, entretanto, concordam que ainda há tempo para evitar o temido apagão. “Investimentos na expansão da oferta de energia elétrica e em infraestrutura de transmissão e de distribuição de energia elétrica, além da realização da manutenção dos equipamentos são itens importantes a serem cumpridos até o dia 12 de junho”, afirma Vieira Júnior.
Canesin lembra que os dados referem-se a janeiro deste ano e que, até o meio do ano, “obras para as subestações específicas dos referidos estádios, reforços de redundâncias de subestações de alimentação, alimentadores, sistemas de alimentação ininterruptos (UPS) e geradores auxiliares, já foram concluídas”.


