Animal é espancado e deixado agonizando em saco plástico

Foto: Reprodução

Mesmo em estado crítico, ela apresentava sinais vitais no momento do resgate

A cadela vira-lata espancada e encontrada sangrando, agonizando e envolta em sacolas plásticas no quintal de uma casa sobreviveu. O animal foi resgatado com vida após vizinhos acionarem a Polícia Militar ao ouvirem gritos intensos de dor na Rua Paulo Pontes, na Vila Margarida, em Campo Grande.

Conforme apurado pelo Campo Grande News, nesta terça-feira o animal apresentou melhora discreta: conseguiu se alimentar e beber água sozinha e deixou o quadro de lateralização. No entanto, por se tratar de traumatismo craniano, os médicos evitaram um posicionamento definitivo. Nesta quarta-feira, a informação é de que o estado de saúde foi estabilizado.

Resgate – No imóvel, os policiais localizaram a cadela de porte médio e cor preta com ferimentos graves, sangramento pela boca e dificuldade para respirar. Mesmo em estado crítico, ela apresentava sinais vitais no momento do resgate,

O animal foi encaminhado para atendimento médico-veterinário na Famez (Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).

A perícia foi acionada para registrar o local. Durante a vistoria, também foram encontrados três pés de maconha e um saco com sementes da substância. O material foi apreendido e encaminhado à Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico).

Segundo o boletim de ocorrência, vizinhos relataram latidos agudos de dor e um deles gravou em vídeo o momento em que o animal era agredido no quintal. A Polícia Militar constatou que a cadela havia sido espancada com um pedaço de pau antes de ser envolta em plástico, o que dificultou sua respiração.

O tutor, um homem de 38 anos, foi preso em flagrante por maus-tratos a animais, posse de droga para consumo próprio e resistência. Durante a ocorrência e na delegacia, ele teria tumultuado o trabalho policial.

Em depoimento, o homem afirmou que resgatou a cadela da rua em outubro de 2025 e negou as agressões. Disse que os ferimentos em sua mão seriam mordidas e que colocou o saco plástico apenas no corpo do animal para levá-lo ao CCZ (Centro de Controle de Zoonoses).

Fonte: Campograndenews