14/05/2017 07h10
Peemedebista diz que não se preocupa com baixa popularidade.
Por: Tião Prado
Nesta sexta-feira, o presidente Michel Temer (PMDB) e representantes de diversas áreas do governo se reuniram em um cerimônia no Palácio do Planalto para falar sobre as principais medidas ao longo do primeiro ano do peemedebista à frente do Executivo nacinal.
Temer afirmou durante seu discurso ter “certeza mais que absoluta [de que] estamos no caminho certo”:
“Estamos chegando no final de uma longa recessão. Preparamos o país agora para uma nova fase de mais crescimento”, disse.
Temer qualificou o atual momento do Brasil como o de “democracia da eficiência” e disse que o governo leva adiante a “importantíssima” agenda de reformas. “Reformas, convenhamos, que nasceram bem antes, com o documento Uma Ponte para o Futuro, que tem conteúdo programático para o Brasil”, afirmou.
País “em ordem”
O presidente da República afirmou que, para colocar em prática a proposta do documento, era preciso colocar o país “em ordem”:
“Vocês se lembram da situação de um ano atrás: rombo bilionário em contas públicas, desemprego preocupante, inflação galopante e juros absurdamente altos”, enumerou. “Era preciso também estabelecer o diálogo, que antes não havia. Foi dessa ausência de diálogo que decorreu a dificuldade de governar. Faltava entrosamento entre Executivo e Legislativo. Faltava pacificar o país”, acrescentou Temer. “Não queremos brasileiros contra brasileiros. Queremos pacificar o país.”
O presidente afirmou ainda, ao analisar a política econômica, que “quem gasta sem responsabilidade terá certos problemas para colocar comida na mesa e os filhos na escola”.
A cerimônia de um ano de governo contou com a presença de ministros e também de líderes da base aliada do governo. Assista na íntegra e acompanhe a fala do presidente a partir do minuto 46:
Baixa popularidade
O peemedebista também disse não se importar com índices de popularidade. Em conversa com a reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, Temer afirmou que o foco é o crescimento econômico. “Não estou preocupado com popularidade. Minha preocupação é o crescimento do país, a minha preocupação é o Brasil”, afirmou. “A ordem é a da frase ‘Ordem e Progresso'”, salientou
Teto de gastos
Temer disse, ainda, que logo no início de sua administração fez o que “qualquer pessoa de bom senso” faria: fixou um teto para gastos públicos para equilibrar as contas públicas.
“Tratamos no início do governo o que qualquer pessoa de bom senso faria: estabelecer um teto para gastos públicos, de forma a equilibrar as contas e diminuir a diferença enorme entre o que o governo gastava e arrecadava. Essa decisão foi negociada e aprovada no Congresso e vale para os próximos 20 anos, garantindo o futuro”, afirmou, em referência à PEC do Teto de Gastos.
De acordo com o presidente, o déficit que encontrou ao assumir o governo era tão elevado, que não era possível eliminá-lo de um dia para o outro. Nesse contexto, Temer afirmou que foi preciso encontrar uma forma de reduzir o déficit gradativamente. “Essa era a única maneira de preservar direitos sociais”, afirmou.
Áreas sociais
O presidente afirmou que cortou os gastos públicos sem sacrificar “em nada” a área social e protegendo os mais necessitados. Temer disse que, ao contrário, seu governo concedeu reajuste de 12,5% do Bolsa Família e zerou a fila de pessoas à espera do benefício que chegava, de acordo com ele, a 500 mil pessoas.
“Aumentamos os orçamentos de Educação e Saúde. Fizemos investimentos de quase R$ 1 bilhão no sistema prisional, que vai aparecer logo adiante, com construção de penitenciárias e instrumentos adequados para funcionamento desses estabelecimentos”, afirmou.
Ele disse que o governo “renovou” o “Minha Casa, Minha Vida”, com a entrega de 140 mil casas e outras “milhares” que serão entregues este ano para população de baixa renda. “Isso incentiva emprego, porque a construção civil é o setor que mais cria postos de trabalho no Brasil”, discursou.
Na área da saúde, o presidente defendeu que ameaças e epidemias foram “combatidas com muita eficiência”, com uma “queda drástica” de doenças como a dengue, febre amarela e chikungunya.
Na educação, ressaltou, “aprovamos a reforma do Ensino Médio depois de mais de 20 anos de espera. Para ele, a reforma deu mais estímulo aos jovens para ir à escola, o que deve ajudar a diminuir a evasão escolar. No Ensino Superior, disse, “aumentamos o número de vagas do Fies”.
O presidente destacou que, na agricultura, o governo renegociou as dívidas de pequenos agricultores do Norte e Nordeste. Esse gesto, de acordo com ele, beneficiou quase um milhão de pessoas, gerando impacto na economia local.


