05/09/2016 06h30
No fim do ato realizado em São Paulo, manifestantes queimam caixão com foto de Michel Temer (PMDB) no Largo da Batata
UOL
O protesto contra o governo Michel Temer e por eleições diretas em São Paulo acabou com uma dispersão violenta com bombas e jatos d´água e depredação, após uma caminhada de pacífica de cerca de 4 horas.
Por volta das 21h, após os manifestantes queimarem um caixão com a foto do presidente, as lideranças começaram a pedir para que todos se dispersassem. Nesse momento, policiais militares soltaram bombas de gás lacrimogêneo e jatos d´água, enquanto alguns poucos manifestantes, com os rostos escondidos, jogaram garrafas contra os policiais. A porta de uma agência bancária ficou estilhaçada e algumas lixeiras quebradas.
O fotógrafo Maurício Camargo, da Agência Eleven do Rio de Janeiro, foi ferido por uma bala de borracha na perna esquerda. Manifestantes tentaram socorrê-lo. Uma mulher que estava em um ônibus passou mal com as bombas. Outros manifestantes também foram atingidos.
O repórter da BBC Brasil Felipe Souza disse nas redes sociais que foi agredido com golpes de cassetete por policiais, mesmo depois de se identificar como jornalista.
Com a confusão, pessoas de várias idades começaram a correr para evitar ser atingidos. Pessoas ocuparam bares na região para se proteger. A tropa de choque se dividiu em duas: uma seguiu para a direção da margina Pinheiros e outra para a rua Cardeal Arcoverde.
Segundo a Polícia Militar, nove pessoas foram detidas e encaminhadas para o Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais). Nas redes sociais, integrantes de movimentos sociais dizem que 27 pessoas foram detidas. Segundo o Twitter da PM, “em manifestação inicialmente pacífica, vândalos atuam e obrigam PM a intervir com uso moderado da força / munição química”.
Após a confusão, manifestantes discutiram com o comandante da operação, coronel Henrique Motta. “Eu não tenho lado, eu sou do Estado, eu defendo a lei e a ordem”, disse o policial, que argumentou que a ação aconteceu por causa de pessoas mascaradas que estavam no protesto.


