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domingo, 18 de outubro, 2026

Após Cunha ser preso, deputados especulam sobre prisão de Lula

20/10/2016 07h40

Para o líder do PSOL na Câmara, Ivan Valente (SP), uma eventual delação de Cunha poderia “derrubar” o governo do presidente Michel Temer.

UOL

A prisão do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) nesta quarta-feira (19) trouxe à tona entre os deputados outros dois temas considerados explosivos para a política em Brasília: a possibilidade de com a prisão Cunha firmar um acordo de delação premiada e a especulação de que a prisão do peemedebista antecederia uma ordem de prisão do juiz Sergio Moro contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também réu em processo da Operação Lava Jato.

Para o líder do PSOL na Câmara, Ivan Valente (SP), uma eventual delação de Cunha poderia “derrubar” o governo do presidente Michel Temer.

“A delação premiada dele derruba o governo Temer e causa uma imensa turbulência na Câmara, porque ele detinha 200 deputados na mão, gente que ele financiou, que ele cooptou, que ele chantageou”, diz. “Existe um tremor, seja no governo, seja no Congresso Nacional. A prisão dele e uma possível delação causa uma turbulência muito forte aqui [na Câmara]”, afirma Valente.

Cunha e seus advogados têm negado a possibilidade de realizar um acordo de delação premiada.

“Se ele tem algo a revelar, acho bom que o faça. É preciso tirar debaixo do tapete muita coisa que estava escondida. Acho que é um bom momento”, disse o deputado Marcos Rogério (DEM-RO), que foi relator do processo de cassação de Cunha.

Um dos principais aliados de Cunha na Câmara, o deputado Paulinho da Força (SD-SP) disse não ter informações sobre se o peemedebista poderá fazer um acordo de delação. Segundo ele, antes de ser preso, o peemedebista falava que não delataria. “Não dá para falar sobre isso. É uma questão de cada um. Depende da família também”, disse o parlamentar, que é presidente do Solidariedade.

Outro aliado de Cunha, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) afirmou que Cunha negou a ele recentemente a possibilidade de fazer delação. “Falei com ele pessoalmente no dia 13 de setembro, dia seguinte à cassação que aconteceu no dia 12. De lá para cá, troquei rápidas palavras com ele por telefone e ele nunca falou em fazer delação ou qualquer coisa a respeito”, disse.

Cunha é acompanhado por policiais no hangar da Polícia Federal em Brasília (Foto: UOL)