Após recusar cessar-fogo, Trump diz que Irã pode ser derrotado em uma noite: ‘Talvez amanhã’

Evan Vucci/Reuters - 06.04.2026

Trump afirmou que vai pedir que o repórter que divulgou pela primeira vez que um piloto no Irã havia sido resgatado revelasse sua fonte, e o ameaçou com prisão se ele se recusasse.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta segunda-feira (6), ao detalhar a operação de resgate do piloto do caça F-15 que havia sido abatido pelo Irã, que o regime iraniano “pode ser derrotado em uma noite”.

“O país inteiro pode ser eliminado em uma noite, e essa noite pode ser amanhã”, disse Trump em coletiva na Casa Branca, ao comentar possíveis ações militares contra Teerã.

A fala ocorreu pouco tempo depois de tanto os americanos quanto os iranianos sinalizarem que discordam e rejeitam o plano de paz, encabeçado pelo Paquistão, que previa um cessar-fogo de 45 dias e a reabertura imediata do estreito de Ormuz.

Trump voltou a pressionar o Irã a aceitar um acordo até o prazo estabelecido por Washington, sob risco de ataques a infraestruturas estratégicas, como usinas de energia e pontes — a advertência vale até as 21h desta segunda no horário de Brasília.

Teerã afirmou que se recusa a aceitar qualquer pausa temporária no conflito porque o tempo jogaria a favor de Washington, já que os americanos conseguiriam renovar seu arsenal e voltar mais fortes para a guerra.

‘Resgate histórico’

Trump abriu a coletiva destacando o sucesso de uma operação de resgate de militares americanos no Irã, que classificou como “uma das maiores, mais complexas e mais arriscadas já realizadas”. “Este resgate é histórico. Vai entrar para a história”, afirmou.

Segundo ele, tropas americanas enfrentaram fogo inimigo “a uma distância muito próxima” durante a missão. O presidente acrescentou que uma segunda operação envolveu 155 aeronaves.

Trump voltou a destacar a operação como uma demonstração de força militar americana, afirmando que as tropas “eliminaram todas as ameaças” e deixaram o território iraniano sem baixas.

Pressão em repórter

Durante a entrevista, Trump afirmou também que vai pedir que o repórter que divulgou pela primeira vez que um piloto no Irã havia sido resgatado revelasse sua fonte, e o ameaçou com prisão se ele se recusasse.

“Temos que encontrar essa pessoa. É alguém doente”, afirmou. “O vazador deveria ir para a prisão.”

Na coletiva, Trump esteve acompanhado pelo secretário de Guerra, Pete Hegseth, pelo chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, e pelo diretor da CIA, John Ratcliffe.

Ratcliffe confirmou que os EUA conduziram uma operação de desinformação para despistar forças iranianas durante o resgate de militares.

Segundo ele, a ação deixou o Irã “envergonhado e, no fim, humilhado” pelo sucesso da missão, em fala repetida por Hegseth momentos depois.

Dia de ataques

Durante o pronunciamento, Hegseth afirmou que “este será o maior volume de ataques desde o primeiro dia da operação no Irã”.

“Amanhã (terça-feira, 7), o Irã tem uma escolha. Escolha sabiamente”, disse, ao reforçar que o republicano “não blefa”.

Fonte: R7