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domingo, 18 de outubro, 2026

Após reintegração de posse em Sidrolândia MSTMS se reúne com Governo do Estado

03/02/2015 06h

Em reunião Governo admitiu falha de comunicação e se comprometeu com bandeiras de luta do movimento.

Divulgação (TP)

Na manhã de ontem segunda-feira (2), dirigentes estaduais do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra de Mato Grosso do Sul (MST/MS), se reuniram com o atual governador, Reinaldo Azambuja (PSDB) e seu secretariado, na governadoria, para debater questões como a reintegração de posse da Usina Sucroenergética Agrisul Agrícola, unidade de Mato Grosso do Sul, mas conhecida como Fazenda Santa Olinda, do usineiro José Pessoa, no distrito de Quebra Coco, em Sidrolândia.

Na ocasião os dirigentes denunciaram a ação truculenta da policia no despejo das cento quarenta famílias do Movimento, na ação que foi realizada na quinta-feira (29) e também trataram de outros temas relacionados à Reforma Agrária no Estado e a situação estrutural dos assentamentos de MS.

Durante a reunião o Governo assumiu a falta de comunicação com o Movimento e admitiu que houve falha na ação. Além disso, se comprometeu a abrir mais o canal de diálogo com os movimentos de luta pela terra para que situações como essa não ocorram mais.

Segundo Jonas Carlos da Conceição, dirigente nacional do MST/MS, o debate e a negociação fazem parte do papel da direção do Movimento. “Como representante das milhares de famílias Sem Terra de MS, nós precisamos abrir o canal de diálogo, garantir a segurança das pessoas e principalmente lutar por avanços em diversos setores que atuamos”, explicou.

Jonas Carlos disse ainda que o Governo se comprometeu a deixar o canal de diálogo aberto e a avançar em questões importantes, como a infraestrutura dos assentamentos de MS. “Em nossos pontos de pauta a luta por melhores condições nos assentamentos é constante, estrada, água, maquinários, enfim, dignidade de trabalho para os nossos assentados e nesse ponto a conversa parece ter avançado e nós ficamos de criar um grupo que irá debater mais profundamente a situação de cada localidade”, disse.

O dirigente disse ainda que a luta por Reforma Agrária do MST/MS, em seu sentido amplo continua. “Queremos uma Reforma que dê condições dignas de vida para os assentados, continuamos não aceitando, de forma alguma, ações como a de quinta-feira, esperamos que o Estado tenha reconhecido sua falha e que situações como essa não voltem a acontecer. A única certeza que temos é a que a nossa luta continua sempre”, concluiu.

Nesta terça-feira (3), o MST/MS, participará do ato de lançamento da Casa da Mulher Brasileira, em Campo Grande, onde está articulando a entrega de um documento a presidente, Dilma Rousseff, sobre a situação da Reforma Agrária em MS e também denunciará ações como a da reintegração de posse ocorrida na Usina de Quebra Coco.

foto: Divulgação (MST)

foto: Divulgação (MST)