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quinta-feira, 6 de agosto, 2026

Após ventania, ciclone-bomba causa temporal com granizo em Antônio João

A região sul de Mato Grosso do Sul registrou ventos com velocidade entre 50 e 60 quilômetros por hora.

Moradores de Antônio João, no sul de Mato Grosso do Sul, se assustaram com ventos fortes da manhã desta quinta-feira (6), além de tempestade de granizo. Um ciclone-bomba traz instabilidades ao Estado até sexta-feira (7).

A região sul de Mato Grosso do Sul registrou ventos com velocidade entre 50 e 60 quilômetros por hora. O auxiliar de veterinária Rovilson Duarte Batista, de 40 anos, se assustou com as rajadas de vento, que começaram de forma repentina. “Olha a força do vento, pode até destelhar casas. É muito forte”, afirma.

Além disso, a cidade amanheceu com forte chuva. Vídeo mostra queda de granizo em Antônio João nesta manhã. Também choveu em outras cidades da região, segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia): Ponta Porã registrou 15,8 milímetros no início da manhã e Aral Moreira, 14,8 milímetros, nas últimas três horas.

Previsão de chuva

Ciclone-bomba em formação no Oceano Atlântico, próximo à costa da Região Sul, lança uma intensa frente fria para Mato Grosso do Sul nesta quinta-feira (6). Conforme o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), 19 cidades no sul do Estado estão em alerta laranja, que indica perigo de tempestades com acumulado de até 100 milímetros, granizo e ventos fortes de até 100 km/h.

Confira a lista de 19 cidades sob maior risco nesta quinta-feira (6): Amambai, Aral Moreira, Caarapó, Coronel Sapucaia, Eldorado, Iguatemi, Itaquiraí, Japorã, Jateí, Juti, Laguna Carapã, Mundo Novo, Naviraí, Paranhos, Ponta Porã, Sete Quedas, Tacuru, Taquarussu e Vicentina.

No restante do Estado, também há chance de chuva, mas em menor volume. Conforme o Inmet, o alerta amarelo indica “perigo potencial” de chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros no dia. Os ventos intensos podem chegar a 60 km/h, também com queda de granizo.

O que é ciclone?

Uma região de baixa pressão atmosférica ganhou força entre o Uruguai e a Argentina, transformando-se em um ciclone extratropical. Nesta quinta-feira (6), a previsão indica que o fenômeno deve se aprofundar e a pressão central cair a ponto do sistema ser classificado como ciclone bomba.

Nesse caso, o ciclone não deve passar por Mato Grosso do Sul, mas a frente fria associada a ele impacta o tempo do Estado.

Segundo o Inmet, ciclone é uma área de baixa pressão atmosférica, onde os ventos giram no sentido horário. Esse movimento concentra a umidade no centro do ciclone, e o deslocamento de ar quente e úmido provoca a formação de nuvens carregadas.

O nome técnico de um ciclone-bomba é ciclogênese explosiva. Esse tipo de ciclone extratropical ocorre quando há forte contraste entre massas de ar quente e frio, fazendo com que o sistema de baixa pressão se aprofunde e ganhe força rapidamente, segundo a PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul).

O fenômeno pode gerar ventos muito fortes, chuvas intensas e ressacas. O termo “bomba” surgiu para descrever essa rápida intensificação e o aumento repentino da força do ciclone, conforme a PUCRS.

Fonte: Midiamax