26/08/2014 16h20
Alunos visitaram o Parque Nacional de Cerro Corá
Divulgação
Um grupo de alunos e professores do ensino fundamenta e médio da escola Colégio Objetivo de Maracaju, vivenciou uma experiência diferente na última sexta-feira: eles foram conhecer um dos cenários da Guerra do Paraguai (1864-1870), o maior conflito armado da História da América Latina. O local escolhido foi o Parque Nacional de Cerro Corá, onde, em 1º de março de 1870, ocorreu a última batalha do conflito.
A visita fez parte de um trabalho desenvolvido durante as aulas de História, ministradas pela professora Aparecida Fátima Assis do Nascimento sob a coordenação pedagógica de Kenia Castro.
A ida do grupo ao Parque Nacional de Cerro Corá, foi viabilizada pela empresa BRA Turismo, de Maracaju. Sua sócia proprietária, a empresária e turismóloga Bruna Lanssoni Morillo e Silva, fez questão de acompanhar os alunos e professores, dando total apoio especialmente no desembaraço dos trâmites burocráticos referentes à entrada e saída do território paraguaio. o lado paraguaio da fronteira, diga-se, o grupo não teve qualquer tipo de problema, sendo gentilmente atendidos pelas autoridades paraguaias dos setores de migração, trânsito, turismo e segurança pública, proporcionando uma tranquila viagem de ida e volta ao parque localizado cerca de 35 quilômetros de Ponta Porã.
Todos foram recebidos pelo professor Nivalcir Pereira de Almeida, que fez o papel de “guia”, repassando informações sobre a fronteira e a Guerra do Paraguai.
Em Cerro Corá, o grupo entrevistou o guarda parque Hilario Cañete que, gentilmente apresentou o local.
Primeiro, os alunos conhecera a sede administrativa do Parque, onde estão expostos objetos da Guerra (pedaços de armas, fragmentos de munição, etc.), bem como animais empalhados de espécies encontradas na região. “O Parque Nacional de Cerro Corá é uma área de preservação ambiental criada na década de 1970, possui mais de 12 mil hectares. Aqui, além do sítio em que ocorreu a última batalha da Guerra Grande, também estão preservadas centenas de espécies de plantas nativas. Algumas só existem aqui, como uma planta insetívora (carnívora), a grocera, que se alimenta de insetos”, explicou Hilário.
Depois da recepção, os alunos foram conhecer as trilhas e monumentos referentes à Batalha de Cerro Corá. No local, no dia primeiro de março de 1870, ocorreu o confronto do que restou das forças aramadas paraguaias, lideradas pelo “Mariscal” Solano Lopez (cerca de 450 homens, mulheres, crianças e idosos).
Foi ali que morreu Solano Lopez e seu filho de 17 anos, Panchito Lopez, que era oficial do Exército Paraguaio. Seus corpos foram enterrados pela esposa de Solano, Eliza Lynch. Hoje, os restos mortais do “Mariscal” estão guardados na Panteón de los Héroes, em Assunção, a capital do Paraguai.
“Foi uma experiência fabulosa. estamos concretizando hoje, um trabalho que envolveu nossos alunos em torno de um dos mais importantes temas da História. Estamos muito felizes com o resultado, pois fechamos este projeto pedagógico com chave de ouro, visitando os pontos turísticos da fronteira com o Paraguai”, declarou a coordenadora Kenia Castro.
Para a professora Fátima, o dia marcado pela visita à fronteira ajudou muito na compreensão do fato histórico: “antes de vir aqui, apresentamos o tema e debatemos em sala de aula. Nestas atividades surgiram vários questionamentos que, hoje, no local do fato histórico, estão sendo respondidas. estamos satisfeitos com os resultados”, disse a professora Fátima.


