23/11/2016 14h40
Por: Rosildo Barcellos
Divulgação: Dora Nunes
Tudo não passou de uma ilusão
Desculpa se eu feri seu coração
Tudo que restou entre nós dois
Foi só lembrança !
Desejo lá do fundo do meu peito
Que voce seja feliz do mesmo jeito
Tudo que ficou foi só momento
Escute agora eu quero te dizer
Amante…Não deixe de seguir o seu destino
Não quero ser a pedra em seu caminho
Você tem que viver a sua vida
Amante… abrace então de vez, o seu futuro,
Esqueça tudo que viveu comigo
Voce deve ser feliz !
(Amante- Ramão Terra)
Esta é é uma das composições de Ramão Terra músico que faço referência na coluna desta semana é sobre a vida e obra de Ramão Terra que é lenda viva da música de Corumbá, que em suas composições consegue ser eterno em cada segundo e profundo mesmo em águas rasas. Ouso afirmar que a música está para o homem assim como o homem está para a vida e a vida de Ramão Terra é a música. A música que nos faz diferente de tudo que é igual e mais linda de tudo que for bela, é ela…a canção. Por isto composições antigas são, no entanto,sempre tão atuais, pois atravessam os anos e retratam os múltiplos sentimentos humanos. Afinal, a música, este conjunto sonoro harmônico e uniforme, se faz presente a cada dia acompanha nossos risos e nossas lágrimas. O gênero regional e as músicas que nos trazem lembranças, porém, ultrapassam as barreiras da palavra. A cada nova execução, o som se envereda por diferentes campos sensitivos. As possibilidades são incessantes. Chegam a evocar reinos incomunicáveis e insondáveis da existência.
Participante do Grupo Terra Branca e do MJ-6 compungido pela serena e tenaz força do amor lança-se ao embalo da música sem temer o amanhã, e assim permeado de sonoridade vai vivendo e cantarolando a nostalgia com os olhos voltados para o futuro num misto de saudade e alegria. Afinal, se poesias fossem palavras, qualquer pessoas poderia a vida poetizar, mas como poesia é paixão, apenas os apaixonados são capazes de transformar a vida em “rimas a expressar”, e Ramão Terra é certamente, um destes poetas apaixonados que no dedilhar do violão procura por um hoje mais forte que o ontem, num instante eterno a se perpetuar e que transforma o simples “Eu Te Amo” num grito de triunfo, que procura minimamente externar uma implosão interna de emoções vulcânicas, que no cerne do ser: acontece!.
*Articulista


