Wilson Aquino*

Ultimamente no Brasil, mesmo uma simples observação a respeito da comunidade LGBTQIA+ (lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros/travestis, queer, intersexuais, assexuais e outros grupos) pode ser interpretada como manifestação homofóbica, discriminatória contra essa parcela da sociedade. Quem a critica então, sobre qualquer de suas bandeiras de luta, recebe violentos ataques de todos os lados e ainda corre risco de ser processado.

Entretanto, não dá para ficar calado quando, em nome do direito de igualdade, tentam destruir valores morais e espirituais, que alicerçam a família, que é a base da sociedade.

Lutar contra a intolerância, a discriminação, o preconceito é louvável e um dever não apenas de uma parcela da comunidade, mas de toda sociedade, pois é preciso respeitar o próximo, seja ele quem for. Lembrando ainda que não cabe a absolutamente ninguém, julgar quem quer que seja.

Aliás, esse que deveria ser o procedimento de todo indivíduo, está relacionado ao segundo grande mandamento de Deus, que é o de amar ao próximo como a si mesmo. Deveria ser obedecido por todos, principalmente pelo fato de que a maioria do povo brasileiro é de formação Cristã. Logo, Seus ensinamentos deveriam ser rigorosamente vividos e respeitados.

O que não pode acontecer é a tentativa de se conseguir direitos e igualdade à base da desestruturação da família, da igreja e da corrupção das nossas crianças, com a tentativa de doutriná-las com as mais variadas e absurdas ideologias, como a de gênero, em que se pretende ensinar a elas que não são meninos nem meninas e sim o que quiserem ser, mesmo que isso contrarie sua formação física (masculino ou feminino).  Procuram fazer isso de todas as formas, inclusive por intermédio de legislações, federais especialmente.

No governo anterior, chegaram a desrespeitar decisão contrária do Congresso Nacional para inserir, por intermédio do Ministério da Educação, suas doutrinas de ideologia de gênero e outras mudanças para atingir as crianças nas escolas. Felizmente a ação foi barrada. Porém, as investidas continuaram.

É preciso entender que se a criança, ao chegar à vida adulta, decidir virar homossexual é uma decisão sua que deve ser respeitada por todos. Entretanto é intolerável e de uma covardia sem tamanho qualquer investida para tentar doutriná-la em tenra idade. Ela deve crescer livre, bem educada e se preparar para fazer parte de uma sociedade como partícipe bem instruído e consciente de que precisa trabalhar por uma sociedade bem desenvolvida e ordeira, que respeita as diversidades. Governo e comunidade deveriam trabalhar campanhas educativas nesse sentido, sem desrespeitar as partes.

A comunidade LGBT luta tanto e exige o merecido respeito de todos, no entanto precisa entender que o respeito deve ser recíproco. As famílias “conservadoras” que não têm absolutamente nada de “ultrapassadas”, pois é formada de acordo com os mandamentos de Deus, reservam o direito de educar e preparar seus próprios filhos para a vida.

Também querer mudar doutrinas religiosas para permitir a aceitação de determinados grupos é um sacrilégio, pois Deus ama todos os seus filhos. Todos. Ama inclusive os pecadores. Porém, não tolera o pecado.

E como todos têm o livre arbítrio para trilhar o caminho que desejar, da maneira que quiser, é preciso entender que cabe a cada um arcar com as consequências de suas escolhas tomadas na vida diante de Deus. Acreditando ou não Nele, todos um dia serão julgados por essas escolhas.

Então, com todo respeito à comunidade LGBT, não é destruindo e mudando os valores estabelecidos há milênios e que são os pilares da sociedade que ela irá avançar nessa luta para estabelecer seu merecido e necessário espaço na comunidade.  E como “para que o mal triunfe, basta apenas que os bons não façam nada” deixo aqui minha resistência e luta em defesa dos bons princípios morais e espirituais, alicerçados nos ensinamentos e mandamentos de Deus.

*Jornalista e Professor

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