20 C
Ponta Porã
sábado, 17 de outubro, 2026

ARTIGO: De Contador a Cantador

25/08/2015 13h10

Por Rosildo Barcellos

Divulgação

As pessoas são como a música algumas tocam a nossa vida mas tem uma especial que é nossa trilha sonora e assim esta história tem a participação de Rose Padilha, que conta em particular a história interessante e diferente do homenageado de hoje. Certo é que existe uma divergência entre os historiadores sobre a origem do violão; mas é pacificado que o violão encontrou terreno fértil em nossos sentimentos. Músicos virtuosos e são reconhecidos por seu estilo e variação de estilos. A primeira notícia que se tem vem do século XVII na região de São Paulo e que foi vendida por dois mil réis e pertencia a um bandeirante – Sebastião Paes de Barros. Já a viola encontramos o escritor Mário de Andrade citando em suas obras Cornélio Pires para quem a viola era uma companheira.

O homenageamos neste artigo um dos maiores violonistas da nova geração musical em Campo Grande,, que além de se apresentar na vida noturna campo-grandense, faz base para o samba enredo e participa ativamente dos desfiles da Igrejinha, a maior campeã do Carnaval da capital. No carnaval ladeado pelo cavaquinho estonteante de Paulo Freire é presença marcante e esperada. Entretanto, sua história de vida e de luta começa bem antes em 06 de junho de 1969 foi deixado em uma caixinha na porta de sua atual família aonde ao lado de três irmãs conheceu o que é amor e dedicação. Ele ainda guarda em seu coração a ideia de conhecer algum irmão biológico que possa ter, mas não há elementos nenhum para se começar uma busca, apenas a esperança e a vontade de saber…porque? Aumenta a ponta de esperança de, quem sabe, aqui nas páginas do “pontaporainforma”,o site mais lido da fronteira terrestre do Paraguai,com a nossa Ponta Porã e no qual me orgulho de escrever já há alguns anos, possamos iniciar uma história nova, com o reencontro de alguém que souber notícias da família anterior. que o deixou ao Léu, por motivos ignorados. E ao meu ver, é interessante buscar o desconhecido e esperar algo daquilo que não podemos compreender por meio da razão. Talvez porque o que está acima de nosso entendimento seja apenas fato corriqueiro em outra dimensão.

Mas isto não tirou a vontade de viver, ao contrário ama seus pais atuais e imagina que não poderia ter tido uma história de vida melhor. E é muito agradecido pelo desprendimento e carinho reservado desde tenra idade. Sua história pelo que se lembra começa aos dez anos quando seu pai deu duas opções uma aula de violão ou uma aula de judô. Sem titubear pulsou na veia a paixão pela música e lembra que seu primeiro professor tinha o nome de Ângelo e em seguida no próprio Colégio Dom Bosco, escola tradicional de Campo Grande continuou seus estudos com o professor Jorge com o violão herdado de sua irmã Elizabeth Salamene, que tentou aprender mas desistiu. Continuou sua saga pela música cantando no coral da escola.

A música sempre foi coadjuvante em sua vida e por isto encontrou dificuldades para ensaiar e de dispor tempo para aperfeiçoar sua arte Paralelamente quer se especializar na profissão de contador e assim é Carlos Miguel Salamene, pessoa que sabe que os dias de tempestade fazem valorizar os dias de sol . Sabe também que ao chamado da música ele sempre vai atender pois a saudade não envelhece com o romantismos e certamente Carlos, quanto mais enveredar pelos seus sonhos se encantar os corações dos apaixonados Deus em sua infinita sabedoria vai retribuir contemplando seus mais íntimos desejos. A música é assim, a música faz isso, vai dedilhando seus sonhos que seu porvir é grandioso. Precisamos de pessoas como Carlos Salamene, que apesar de um início obscuro e desconhecido,ante os cálculos contábeis, decidiu ser feliz e nas cordas do violão assumiu o leme da embarcação e seguiu firme no mar da vida, reunindo pessoas, nas serenatas sem fim sob o olhar da lua e, buscando um amanhecer de calmaria, mas sem temer as tempestades. Que seja assim, saber que as dores existem, mas cabe a cada um de nós tomá-las como aprendizado.

*Articulista

ARTIGO: De Contador a Cantador