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sábado, 17 de outubro, 2026

Artigo: Eu me ajeito no seu jeito, basta a gente conversar !

01/02/2016 14h

Por: Rosildo Barcellos

Divulgação: Dora Nunes

Para muitos pesquisadores e críticos musicais aos quais me incluo, a música sertaneja é centenária, mas certamente veio sofrendo diversas modificações. Entretanto é pacífico que o pioneiro do gênero foi o jornalista e escritor Cornélio Pires. Ele podia ser considerado um grande mecenas pois levava para os grandes centros os costumes dos “caipiras” através de encenações teatrais e cantores de época. Por volta de 1912 ele lançou o livro “Musa Caipira” recheado de versos típicos. Já nos anos 20 foi realizada uma semana para divulgação da arte brasileira sendo montado pela primeira vez apresentações com instrumentos tais que a viola caipira e demonstrado os ritmos da moda de viola, do Lundu e Cururu valorizando o trabalho de Cornélio Pires. Entretanto os primórdios registrados contam de 1924 ( A turma caipira de Cornélio Pires) aonde participavam Caçula e Sorocabinha. Mesmo assim o primeiro registro fonográfico do sertanejo aconteceu em 1929 quando Cornélio, decidiu tirar do próprio bolso o dinheiro para a gravação e edição do primeiro álbum, que em poucos dias de lançamento esgotou-se nas lojas brasileiras. E certamente esta dificuldade não é mérito apenas da música sertaneja. Na verdade como tantas coisas na vida, sabemos que tudo tem seu preço.

E este espírito inovador e intemerato que a cantora e compositora Marília Mendonça swpositou a energia intrépida de Cornélio na bagagem, e colocou o pé na estrada. Centrada, ela tem como lema uma das frases da inesquecível Elis Regina: “ Só vai tomar Champagne comigo quem comeu grama comigo” E ela complementa: “ A minha pretensão é passar a minha verdade, eu bebo, eu sorrio e choro como toda mulher apaixonada” “É preciso alongar a coragem e deixar o peito aberto. Nada é ais forte que a fé em Deus e na esperança que algo pode dar certo. Mas sobretudo precisamos acreditar mais amor do qiue o ódio ou a inveja e sem isso nossas inquietudes apequenariam as nossas convivências. Certamente alguém perguntaria como tendo tão tenra idade pode ter tanta inspiração para compor sobre relacionamentos. E ela explica: “comecei muito cedo nos amores da vida. A primeira música que fiz, aos 12 anos (Minha Herança – gravada por João Neto e Frederico, em 2011) foi sobre uma desilusão afetiva que me largou no ano novo e eu expressei em forma de canção”

Essa goiana guerreira, de voz singular, começou sua carreira no meio musical como compositora e depois que conheceu e começou a compor em parceria com Juliano Tchula o sucesso abriu as portas de vez. Em julho do ano passado ela lançou seu primeiro álbum chamado “ Marília Mendonça” e em agosto fez seu primeiro show já com grande público. É só conferir e lembrar de tantos sucessos que cantam as dores do amor e também de um recado final. ”É saudável ter esperança em meio ao caos ou mesmo que ela pareça não ter sentido algum” e claro… o que se faz nesta vida sem amor e sem esperança?

*Articulista

Artigo: Eu me ajeito no seu jeito, basta a gente conversar !