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sábado, 17 de outubro, 2026

Artigo: Tecidos do Tempo, por Fabricio de Souza

16/06/2017 14h50

Artigo: Tecidos do Tempo, por Fabricio de Souza

Divulgação: Dora Nunes

“Nós somos do tecido de que são feitos os sonhos.”
(Shakespeare)

Uma hora estamos certos de que queremos isso,

noutra,

acordamos querendo exatamente o contrário,

Se somos jovens, falta experiência,

se amadurecemos, falta ousadia.

Um dia,

o amor que encontramos é eterno,

em outro,

é paixão que queremos esquecer.

O que realmente desejamos?

O que é essa tal de felicidade?

O que contentará a nossa alma aflita?

Corremos atrás dos ventos,

semeamos nuvens de ilusão.

Ora desejamos o celular mais moderno

o mesmo que em poucas semanas

estará ultrapassado.

Sonhamos com a casa acolhedora e ideal,

que fica pequena quando entramos nela.

Vivemos idealizando a pessoa especial,

e quando a encontramos, não á suportamos,

por ser tão parecida com nós mesmos.

Somos passageiros da eternidade,

vivendo experiências que nem sempre contam.

Perdemos tempo demais com o que é supérfluo,

somos ausentes, temos medo de

assumir nossos riscos;

alunos que fogem da sala de aula,

pais que fogem da paternidade,

mães atarefadas demais,

filhos mimados,

avós encostados,

amigos “meia boca”,

fiéis meio infiéis,

perdedores e perdidos,

esperamos por dias melhores…

Assim caminhámos, sem compromisso,

até que a dor, sábia mestra,

vem e retifica, ensina, esclarece.

O sonho é apenas uma parte do caminho,

tecido fino e indelével que marca nossa passagem.

Diga-me com que sonhas e eu te direi quem és!

Nunca deixe de acreditar em você mesmo.

Eu acredito em você

Artigo: Tecidos do Tempo, por Fabricio de Souza

Artigo: Tecidos do Tempo, por Fabricio de Souza