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Assembleia aprova texto final da LDO e entra em recesso a partir de hoje

16/07/2015 16h20

O presidente informou que as comissões permanentes realizaram 45 reuniões ao longo do primeiro semestre.

Conjuntura Online

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul aprovou nesta quinta-feira (16) a redação final do projeto da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2006 e entra em recesso a partir desta sexta-feira.

Os deputados estaduais só retornam às atividades no próximo dia 3 de agosto.

Enviado a Casa pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB) no último dia 7, o projeto foi aprovado na sessão de quarta-feira com três emendas.

A previsão de arrecadação para o próximo ano, segundo o projeto de lei, é de R$ 13,9 bilhões. Foram apresentadas 12 emendas, mas apenas três foram aprovadas.

As emendas acatadas preveem maior desenvolvimento tecnológico e implantação de energias renováveis; estabelece o plano estadual de desenvolvimento a partir da adoção de políticas tributárias diferenciadas, por regiões econômicas com a concessão de benefícios fiscais, que estimulem a abertura de novos polos regionais de economia; e prevê a manutenção de creches e instituições de longa permanência para idosos e hospitais.

A LDO tem receita estimada de R$ 13.926.524.000,00 para 2016, com repasse percentual de 7,30% da receita líquida para o Tribunal de Justiça, 3,90% ao Ministério Público Estadual, 2,20% do Tribunal de Contas Estadual, 1,80% a Defensoria Pública e 2,90% para Assembleia Legislativa.

O governador continua tendo a disposição o limite de até 25% do total da despesa no orçamento para abrir créditos suplementares.

Em sua justificativa, Reinaldo alega que houve crescimento da dívida do Estado, em função das operações de créditos pactuadas com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e Bird (Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento).

Após a última sessão do semestre, o presidente da Mesa Diretora, Júnior Mochi (PMDB), fez um balanço das atividades, ressaltando os quatro pilares norteadores pela Casa, “transparência, atuação intensa e coerente, fortalecimento institucional e eficiência”.

“Tenho a convicção que produzimos e cumprimos a nossa missão de fortalecer a instituição Assembleia Legislativa e produzir resultados positivos para a nossa gente, que é a razão de estarmos aqui“, afirmou.

Segundo ele, os deputados empenharam todos os esforços para reduzir o custeio, otimizar os recursos disponíveis e agilizar os processos internos, como a tramitação das matérias na Casa e os encaminhamentos de pleitos dos diversos segmentos da sociedade.

“Nosso objetivo é avançar e tudo que temos feito é no sentido de aproximar também a população e garantir que se possa avaliar e acompanhar de perto as atividades do Legislativo”, reiterou.

Entre as principais ações do semestre, Mochi mencionou a criação do colégio de líderes, que reúne os representantes das bancadas partidárias para reuniões periódicas de encaminhamento de projetos e decisões referentes à gestão interna da Casa; a extinção da verba de representação; a publicação da ordem do dia em Diário Oficial e ampliação do Portal da Transparência.

O presidente informou que as comissões permanentes realizaram 45 reuniões ao longo do primeiro semestre.

“Outro importante avanço foi à aprovação do projeto de resolução instituindo a votação nominal, o que conferiu mais transparência e permite que a comunidade saiba o posicionamento de cada deputado durante as votações”, enfatizou.

Mochi explicou que a redução do custeio permitiu a devolução de recursos provenientes do duodécimo ao governo do Estado. O Legislativo estadual tem direito a 2,9% da receita corrente líquida estadual, o que corresponde a aproximadamente R$ 18 milhões mensais.

“Hoje, recebemos R$ 16 milhões e abrimos mão de R$ 2 milhões, recursos que são devolvidos ao Executivo e direcionados especialmente para as ações em saúde, como a Caravana da Saúde, e o governo tem feito esse reconhecimento”, complementou.

O presidente informou que a implantação do PAI (Programa de Aposentadoria Incentivada) contribuiu para a abertura de 110 vagas de trabalho, permitindo a realização do primeiro concurso público da Assembleia Legislativa.

A previsão é que o edital seja publicado em novembro. Também informou que estão sendo realizados cursos de formação dos servidores.

BALANÇO

Durante as 66 sessões ordinárias e oito extraordinárias realizadas durante o primeiro semestre, foram apresentados 130 projetos de lei, sendo 99 de autoria dos deputados estaduais, dois de autoria da Mesa Diretora e os demais do Poder Executivo, Poder Judiciário, TCE (Tribunal de Contas do Estado), MPE (Ministério Público Estadual) e Defensoria Pública. Foram aprovados 54 projetos de lei (42 foram sancionados ou promulgados, três vetados e nove estão em decurso de prazo para sanção).

Outros seis projetos de lei remanescentes de 2013 e 2014 foram aprovados e sancionados. Foram sancionados e viraram leis dois projetos de lei complementar.

Três projetos de emenda à Constituição estão tramitando em primeira discussão. Dos oito projetos de decreto legislativo apresentados, seis foram aprovados, um arquivado e um está tramitando.

Entre os 27 projetos de resolução apresentados, 18 foram aprovados, um arquivado, um foi retirado pelo autor e sete estão em tramitação na Casa de Leis. Dos 17 vetos encaminhados pelo Poder Executivo, 13 foram analisados e votados. No total, 1.918 indicações, 450 moções e 166 requerimentos foram aprovados.

A Assembleia realizou 20 audiências públicas até julho, promovendo debates que reuniram especialistas, pesquisadores, autoridades e a população em geral e que também subsidiaram a apresentação de projetos de lei e votações de propostas em tramitação.

“Em todas as audiências públicas foram realizados encaminhamentos que, com o passar do tempo, contribuíram para resolver as questões de interesse da nossa gente”, disse Mochi.

O presidente disse que a harmonia entre os Poderes e o bom relacionamento da Casa com representantes dos diversos segmentos sociais também foram decisivos para garantir a produtividade do Legislativo estadual.

“Demos suporte ao diálogo produtivo em questões fundamentais. A Assembleia Legislativa não se furtou ao debate, sempre de portas abertas para promover o diálogo e o encaminhamento dos assuntos de interesse da população”.

Mochi citou como importantes realizações a instauração da CPI da Enersul/Energisa; as discussões sobre as indenizações da CESP, o fechamento de frigoríficos e a crise na Santa Casa de Campo Grande, as greves dos médicos e dos policiais; a criação da Comissão de Representação para fiscalizar as obras do Aquário do Pantanal e da Comissão de Representação criada para avaliar a variação do preço do óleo diesel em Mato Grosso do Sul.

“Esta Casa assumiu o protagonismo de lutar para reduzir a alíquota do ICMS do diesel, o que se verificou no projeto de lei enviado pelo Executivo”, comemorou Mochi.

A lei 4.688, de 29 de junho, que reduziu o imposto sobre o óleo diesel de 17% para 12%, até 31 de dezembro de 2015, foi discutida e aprovada pelos deputados estaduais.

Mochi lembrou que as emendas parlamentares, que totalizam R$ 24 milhões para ações em saúde, educação e assistência social, serão liberadas no segundo semestre, permitindo a cada deputado destinar recursos do Orçamento Estadual para beneficiar os 79 municípios com aquisição de veículos, equipamentos, além da realização de pequenas obras.

Balanço do primeiro semestre foi apresentado nesta quinta-feira.foto: Foto: Wagner Guimarães