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Gilberto Gil, então Ministro da Cultura do Brasil em 2003
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Gilberto Gil, então Ministro da Cultura do Brasil em 2003

Cerca de 18 anos separam momentos distintos da diplomacia brasileira. Em setembro de 2003, Lula estava em Nova Iorque para discursar na Assembleia Geral da ONU daquele ano. Em vídeo publicado nas redes sociais, pessoas relembram o que um dia foi “a imagem do Brasil lá fora”. 

Diferente do que o atual presidente Bolsonaro demonstrou nesta terça-feira (21), em uma sequência de afirmações falsas , o evento em 2003 foi marcado por um discurso sobre solidariedade entre nações e momentos de exaltação a cultura brasileira. 

Naquele ano, Lula e Gilberto Gil, ministro da Cultura na época, compareceram a Assembleia. Em uma apresentação conhecida como “Show da Paz”, Gil, ao lado de Koffi Annan, então secretário-geral da ONU, tocou a música “Toda Menina Bahiana”. 

Com o objetivo de ser um tributo as vítimas do atentado contra o prédio das Nações Unidas, em Bagdá, no qual morreu o Alto Comissário para Direitos Humanos da ONU Sérgio Vieira de Mello, um diplomata brasileiro, Gil colocou todos os líderes de Estado para dançar e aproveitar a música:

Em questão de discurso, o teor muda ao comparar o que foi dito em 2003 e o que foi falado na manhã de hoje. Distante de querer estabelecer relações diplomáticas durante sua passagem pelos Estados Unidos, Bolsonaro faz um discurso focado em promover unicamente seu governo e suas crenças. 

Enquanto grande parte dos líderes presentes defendiam a vacinação, Bolsonaro dizia:  “Ainda não tomei” . Sua descrença na imunização foi confirmada ao defender o tratamento precoce.

“Eu mesmo fui um desses que fez tratamento inicial. Respeitamos a relação médico-paciente na decisão da medicação a ser utilizada e no seu uso off-label. Não entendemos porque muitos países, juntamente com grande parte da mídia, se colocaram contra o tratamento inicial. A história e a ciência saberão responsabilizar a todos”, disse. 

Durante seu discuro em 2003, Lula foi enfático em temas importantes para seu governo, assim como fez Bolsonaro, mas ele também defendeu a importância de uma boa relação entre as nações de todo mundo. 

“O diálogo democrático é o mais eficaz de todos os instrumentos de mudança. A mesma determinação que meus companheiros e eu estamos empregando para tornar a sociedade brasileira mais justa e humana, empregarei na busca de parcerias internacionais com vistas a um desenvolvimento equânime e a um mundo pacífico, tolerante e solidário”, disse durante a abertura. 

Você viu?

O encontro na manhã desta terça-feira foi o primeiro presencial desde o ínicio da pandemia, um marco para a retomada mundial. Durante o encerramento, António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, disse que o período vivido por todo mundo se mostrou “o período mais desafiador que o mundo viu desde a Segunda Guerra Mundial”. Grande parte dos discursos foram baseados em reconstruir o que foi destruído pela pandemia e apoiar as comunidades durante este momento. 





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