03/05/2015 17h50
Jô artilheiro da Libertadores 2013 e da seleção brasileira garantiu o 43º titulo estadual do Atlético
UOL
Foi difícil, foi sofrido, foi com a cara do Atlético-MG. Foi como o torcedor atleticano está acostumado nos últimos. Acostumado com títulos, mas sempre com doses cavalares de tensão, apreensão e euforia. E com um roteiro que ninguém, ou melhor, apenas Levir Culpi acreditava. O treinador colocou Jô em campo, o atacante que não marcava há mais de um ano. E foi dele o gol do título na vitória por 2 a 1.
Aos 32 minutos o centroavante completou o cruzamento de Luan e fez a grande torcida do Atlético no Dilzon Melo explodir de alegria. O gol do título saiu em um momento em que a torcida da Caldense já festejava e os atleticanos estavam incrédulos, não acreditando que o time estava perdendo o título do Mineiro para uma equipe do interior. Mas o futebol e seus enredos tornaram Jô um herói improvável. Eram mais de 30 jogos sem marcar, mas a quebra do jejum aconteceu diante de uma torcida que jamais abandonou seu artilheiro.
E não foi nada fácil para o Atlético, já que do outro lado estava um time que não tomava gol desde março. Thiago Ribeiro foi o responsável por abrir o placar. Mas a festa do Atlético durou apenas quatro minutos, até Luiz Eduardo empatar. Depois foram quase 20 minutos de agonia e até medo, mas Jô, sim, o Jô artilheiro da Libertadores 2013 e da seleção brasileira garantiu o 43º titulo estadual do Atlético.
O melhor: Luiz Eduardo. O camisa 90 foi o artilheiro da Caldense no Campeonato Mineiro e fez o gol do título.
O pior: Carlos. O atacante do Atlético não conseguiu dar sequência a nenhuma jogada e ficou em campo por apenas 45 minutos.
Chave do jogo: Gol de Luiz Eduardo. Aos 14 minutos do segundo tempo o artilheiro teve uma chance e não perdeu. Fez o gol do título.
Para lembrar:
Sem folga: Um dia depois da decisão os jogadores do Atlético já vão treinar na Cidade do Galo. Na quarta-feira tem Libertadores, contra o Internacional.


