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domingo, 18 de outubro, 2026

Ato em estação do metrô de SP pede justiça por morte de vendedor

27/12/2016 16h10

Suspeitos de agressão foram identificados e tiveram prisão decretada, mas estão foragidos. Vítima levou socos e pontapés ao tentar proteger travesti.

G1

Ativistas LGBTT, integrantes do Sindicato dos Metroviários e religiosos realizaram um protesto em frente às catracas da estação Pedro II do Metrô, na região central de São Paulo, na tarde desta terça-feira (27). No local, na noite de Natal, o vendedor ambulante Luis Carlos Ruas foi espancado até a morte por dois homens ao tentar defender uma travesti vítima de discriminação.

Entre outras reivindicações, o grupo de manifestantes pediu justiça e mais segurança nas estações de metrô da cidade. O Padre Julio Lancelotti estava entre eles e também sugeriu que a estação Pedro II, que compõe a Linha Vermelha, tenha o nome trocado para homenagear a vítima.

“Na sexta-feira pretendemos formalizar essa proposta de que essa estação possa se chamar Luis Carlos Ruas”, explicou o sacerdote.

Os agressores continuavam foragidos até a publicação desta reportagem. A polícia identificou os suspeitos Alípio Rogério Belo dos Santos e Ricardo Nascimento Martins, que tiveram a prisão temporário decretada pela Justiça. As cenas de agressão foram gravadas pelas câmeras da estação Pedro II, no Centro da capital paulista.

As imagens começam com a perseguição a uma travesti, que passa por baixo da catraca, corre, seguida por rapazes com camisetas pretas e bermudas brancas. Ela conseguiu escapar. Em seguida, quem aparece fugindo dos agressores é o vendedor ambulante. Ele cai e é espancado com socos e pontapés.

Ruas, que era mais conhecido como Índio, morreu no hospital e terá o corpo velado na tarde desta terça, no Cemitério Jardim Vale da Paz, em Diadema, na Grande São Paulo. Ele trabalhava há mais de 20 anos na saída de uma passarela para pedestres do lado de fora da Estação Pedro II.

Cartaz de grupo LGBTT faz agradecimento ao vendedor morto, conhecido como 'índo', por ter protegido travesti (Foto: Will Soares)