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Avião da Malaysia Airlines caiu e não há sobreviventes, diz premiê malaio

24/03/2014 10h45

“Com profunda tristeza, devo informar que, de acordo com novas informações, o voo MH370 acabou no sul do oceano Índico”, anunciou o premiê em coletiva de imprensa convocada extraordinariamente.

UOL

O premiê da Malásia, Najib Razak, anunciou na manhã desta segunda-feira (24) que o avião da Malaysia Airlines desaparecido desde o dia 8 de março caiu no sul do oceano Índico e que não há sobreviventes entre os 239 ocupantes.

“Com profunda tristeza, devo informar que, de acordo com novas informações, o voo MH370 acabou no sul do oceano Índico”, anunciou o premiê em coletiva de imprensa convocada extraordinariamente.

“Nesta noite, fui informado por representantes do Setor de Investigações de Acidentes Aéreos do Reino Unido [AAIB]. Inmarsat, que forneceu as informações de satélite (…), havia feito cálculos adicionais”, disse o premiê.

“Com base nas novas análises, Inmarsat e AAIB concluíram que a última posição do MH370 foi no meio do oceano Índico”, afirmou ainda.

Por fim, Razak disse que uma nova coletiva, na terça-feira (25), trará mais detalhes sobre o caso.

O anúncio veio momentos depois de que a companhia aérea divulgou nota em que dizia: “Lamentamos profundamente dizer que temos de assumir, além de toda dúvida, que o MH370 sumiu e que nenhum daqueles a bordo sobreviveu. Temos de aceitar que todas as evidências sugerem que o avião caiu no sul do oceano Índico”.

Familiares dos ocupantes do voo MH 370 da Malaysia Airlines, desaparecido desde o dia 8 de março, foram convocados para uma reunião extraordinária com autoridades da Malásia . Segundo a rede de TV SkyNews, eles receberam a opção de serem transportados em voos fretados para a Austrália.

Desde a semana passada, as buscas pela aeronave vinham se concentrando numa região a 2.500 km da costa sudoeste da Austrália, onde pedaços que seriam do avião foram localizados.

O voo MH370 desapareceu cerca de 40 minutos após decolar de Kuala Lumpur com destino a Pequim, na China.

Uma operação de buscas composta por pelo menos 26 países foi montada. Satélites de pelo menos 15 países foram utilizados para localizar o avião.

Segundo o comunicado divulgado no site da companhia, o avião transportava 227 passageiros, entre eles cinco crianças, e uma tripulação de 12 pessoas. Entre os passageiros havia 153 chineses, 38 malaios, 12 indonésios, sete australianos, quatro americanos, três franceses, dois neozelandeses, dois ucranianos, dois canadenses, um russo, um holandês e um cidadão de Taiwan. Dois iranianos viajaram com passaportes falsos (austríaco e italiano).

Várias teorias foram cogitadas para explicar o desaparecimento do avião, entre elas sequestro, falha humana, falha mecânica e até mesmo uma desintegração da aeronave em pleno ar.

Ao longo de 16 dias, a falta de informações sobre o paradeiro da aeronave causou desentendimentos entre os governos da Malásia, Vietnã e da China.

Dos 239 passageiros do voo MH-370, 153 eram chineses. Em Pequim, familiares dos passageiros do avião foram convocados para uma reunião de emergência antes da entrevista coletiva convocada pelo governo da Malásia.

Apesar do anúncio de que destroços do avião foram encontrados, as causas da queda ainda permanecem um mistério. Nos primeiros dias após o desaparecimento do avião, cogitou-se a possibilidade de um atentado terrorista após a divulgação de que dois cidadãos iranianos, viajando com passaportes roubados, estavam a bordo do avião.

O mistério em torno do desaparecimento aumentou quando se divulgou a informação de que o avião teria mudado de rota e voado por pelo menos quatro horas sem ser identificado por radares antes de cair no mar.

O primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, anunciou no último dia 15 de março que que o desvio do voo MH370 da Malaysian Airlines e o desligamento do transponder foram realizados “deliberadamente” por alguém.

De acordo com o jornal britânico “The Guardian”, a polícia vasculhou o apartamento do piloto do avião. Zahar Ahmad Shah, de 53 anos, vive na periferia de Kuala Lumpur.

(Com agências internacionais)

Equipes realizam buscas pelo avião desaparecido da Malaysia Airlines, neste sábado (22), no oceano Índico, perto da Austrália. Autoridades australianas afirmam que há expectativa de boas condições de visibilidade. 'O clima de hoje vai ser propício para os voos no oceano, os ventos serão leves e as condições de visibilidade melhorarão', disse o porta-voz do Departamento de Meteorologia.Foto: Rob Griffith/AP

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