22/10/2015 06h
Depois de chacina, governador afirmou que Brasil é o único sem força federal na área
Correio do Estado
O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, afirmou, durante agenda nesta quarta-feira (20), que a segurança da região de fronteira deve ter apoio do Governo Federal para evitar chacinas, como a ocorrida em Paranhos, onde cinco pessoas morreram a tiros de fuzil.
“A segurança na fronteira não pode ser só remetida aos estados, é uma responsabilidade federal. Se você viajar para qualquer país do mundo, quem faz a segurança da fronteira é o governo central e, no Brasil, infelizmente nós temos nossas fronteiras abertas pela não presença das forças federais”, disse.
Ainda segundo o governador, os crimes na região de fronteira têm aumentado ultimamente e em grande parte tem ligação com o narcotráfico. Para tentar amenizar o problema, o governo reforçará o contingente do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), responsável pela faixa.
Em Paranhos, o clima é de insegurança entre a população, que teme novos ataques. De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, como a cidade é tranquila, o crime e os boatos que correm na região, de que novos ataques ainda podem ocorrer, deixou um clima de tensão. Metade do comércio permanece com as portas fechadas.
O delegado responsável pelas investigações, Fabrício Dias dos Santos, disse ao Portal Correio do Estado que os suspeitos ainda não foram identificados e não há novidades no inquérito. Um dos sobreviventes, Diego Zacaria Alderete Peralta, foi ouvido informalmente e afirmou que não tinha desentendimentos com ninguém e que não sabe quem são os suspeitos.
CHACINA
O crime ocorreu por volta das 18h15min, em frente de uma padaria e lanchonete, localizada na Rua Marechal Dutra, no Centro do município, que fica na fronteira com o Paraguai.
As vítimas foram identificadas como Bruno Vieira de Oliveira, 26 anos, Rodrigo da Silva, 28, Denis Gustavo Gonçalves, 23, Mohamed Youssef Neto, 31, e Arnaldo Andres Alderete Peralta, de 32. Anderson Cristiano Betoni, 32 anos, e Diego Zacaria Alderete Peralta, 26 anos, permanecem internados.
Devido a gravidade do estado de saúde, Diego foi transferido do hospital de Dourados, onde estava internado, para um hospital em São Paulo. A família da vítima contratou um avião para fazer o transporte. O rapaz teve uma das pernas amputadas.
De acordo com a Polícia Civil, ocupantes de duas caminhonetes se aproximaram de uma panificadora atirando. A polícia chegou a fazer a perseguição de uma caminhonete Toyota SW4, mas os suspeitos atravessaram a fronteira e entraram no Paraguai.
Uma das vítimas, Rodrigo da Silva, já havia sido preso em 2010 quando foi flagrado com malote de dinheiro proveniente da venda de haxixe e subornar policiais para escapar do crime. As demais vítimas não tinham histórico na polícia.


