11.7 C
Ponta Porã
domingo, 18 de outubro, 2026

Azambuja não cumpre compromisso de campanha e frustra classe.

24/09/2015 10h

A ASPRA foi criada em 24 de maio de 2014 com a finalidade de bem representar os praças e soldados ativos e inativos

Divulgação (TP)

No auge da última campanha eleitoral o então candidato, e hoje governador do Estado, Reinaldo Azambuja, firmou um compromisso de gestão voltada para o atendimento dos anseios da categoria de Praças da Polícia e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso do Sul. Um ano após a assinatura do documento e passados nove meses de governo, o sentimento é de frustração com a atual gestão do Chefe do Executivo, explica o Soldado Rafael Ribeiro, Presidente da ASPRA-MS – ASSOCIAÇÃO DOS PRAÇAS DA POLÍCIA MILITAR E DO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE MATO GROSSO DO SUL.

“Na época da campanha sabíamos das dificuldades que um governante enfrenta no primeiro ano de governo, por ter que executar o orçamento aprovado pelo do governo antecessor, por isso, elaboramos mediante colheita de sugestões junto à tropa, uma carta de compromisso que busca a melhora imediata nas condições de trabalho dos militares. Agimos de forma razoável, mas esse governo simplesmente tem ignorado nossa categoria”, afirma Rafael.

Na carta elaborada pela Entidade, constam reivindicações como a regulamentação da jornada de trabalho dos militares, a criação de um código de ética e regularização do quadro de promoções dos militares de Mato Grosso do Sul. Segundo o Presidente da Entidade, essas medidas não geram despesas para o Estado.

“Tivemos o cuidado de elencar prioridades que não representassem uma despesa excessiva ao Executivo, mas isso não serviu de nada. O que falta é vontade política”, continua Soares. Ainda de acordo com o representante da ASPRA, Reinaldo Azambuja solicitou 120 dias para colocar a casa em ordem para depois atender as solicitações. Levando em conta o início do mandato já se passaram mais de 270 dias e a entidade não foi chamada para o diálogo e já se preocupa com a proximidade da passagem de ano, período em que as atividades políticas diminuem como é de costume.

Rafael recorda que a categoria teve reajuste zero no corrente ano, nem mesmo a reposição da inflação foi repassada aos servidores, situação essa que Reinaldo Azambuja atrela às decisões da gestão passada, chamando de “pacote de bondades” do ex-governador.

“Foi enviado projeto de lei que prioriza o critério de antiguidade nas promoções da categoria, porém até onde sabemos o projeto sequer chegou à Assembleia Legislativa. Recentemente, discutiu-se com a categoria a aprovação da lei de fixação de efetivo para o quadriênio 2015-2018, mas a proposta enviada para a casa de leis diverge daquela apresentada para as Entidades, continua Rafael.

Ainda de acordo com a ASPRA, como se não bastasse o “pacote de maldades” do atual governador, agora ele pretende arrochar a previdência dos servidores do Estado e a classe não foi ouvida. Segundo a entidade, a cobrança e sentimento de frustração é em relação aos pedidos e orientações que estavam no documento recebido pelo então candidato e observa ainda que existem sérios problemas como falta de viaturas, material e contingente, portanto se não houver reação imediata do governo que aí está as perspectivas não são das melhores, haja visto que ainda estamos no primeiro ano de mandato de Reinaldo. Quando solicitado para resumir em uma palavra o sentimento com o atual mandatário estadual em relação àqueles que zelam pela segurança no Estado, Rafael Ribeiro Soares foi enfático: “frustração”.

A ASPRA foi criada em 24 de maio de 2014 com a finalidade de bem representar os praças e soldados ativos e inativos de forma a buscar valorização e independência de seus membros buscando mais qualidade de vida, justa remuneração, aparelhamento e qualificação de seus quadros e conta com número crescente de associados em todos os municípios do estado de Mato Grosso do Sul.

foto: Divulgação

foto: Divulgação

foto: Divulgação