G1
Considerado o Rei da Umbanda no Brasil, sacerdote atendeu cerca de 40 mil pessoas em sessões de cura espiritual. Ele morreu por pneumonia em um hospital da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.
O babalorixá Jair de Ogum, de 75 anos, morreu por pneumonia, na manhã desta segunda-feira (31), em um hospital da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Considerado o Rei da Umbanda no Brasil, o sacerdote espiritual recebeu as medalhas Tiradentes e Pedro Ernesto por sua obra em Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio.
Nascido em Itabuna, na Bahia, Jaime Faislon Filho se mudou para o Rio aos 8 anos. Em 1961, ele foi iniciado na Nação Ketu, sendo filho de Ogum Oares e Oxum Apará. Em 1978, ele fundou o Ilê Axé: Ilê da Oxum Apará. Ao longo de 40 anos, ele atendeu cerca de 40 mil pessoas em sessões de cura espiritual.
Além disso, ele trabalhou na Rádio Globo e no Jornal Extra. Jair de Ogum também foi pai de santo de diversos artistas de cinema, teatro, televisão e rádio, políticos, jogadores de futebol, entre outros.

Uma nota divulgada nas redes sociais do sacerdote lamentou a sua morte e reforçou a importância dele não só para a família, mas para aqueles que também aprenderam com ele.
“Jair de Ogum segue para o Orun, tornado-se um ancestral. Sua ancestralidade fica para seus filhos biológicos, bem como seus netos, irmãos,sobrinhos, e demais familiares. Também não menos importante, ele deixa um legado ancestral de suma importância aos seus filhos de Axé, filhos estes a quem ele muito amou , transmitiu seus ensinamentos, amparou nos momentos difíceis e festejando nos momentos de festa e alegrias, dando caminho em nome de Exu, e de seus Orixas: Ogum Wares, Oxum Opará e seu Orixá de Umbanda Ogum Yara”, diz trecho da nota.

