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domingo, 18 de outubro, 2026

Boatos de paralisação da recuperação da “Guaira-Porã” gera reação

28/05/2014 08h30

Boatos teriam surgido dentro do BNDES, órgão financiador da obra. Empresa executora diz não ter conhecimento sobre ordem de paralisação. Obras continuaram normalmente.

Agazetanews

Boatos de que a obra de recuperação de trechos da rodovia vulgarmente conhecida por “Guaira-Porã”, que interliga Sanga Puitã, em Ponta Porã a BR-163 na região de Eldorado, passando por Amambai, seria paralisada por conta de uma ação do Ministério Público Federal (MPF) gerou reação imediata da sociedade e do Poder Público Municipal de Amambai.

Durante a sessão da Câmara Municipal realizada na segunda-feira (26), vários vereadores, inclusive o presidente da Casa de Leis, vereador Roberto Dias (PSDB) fez uso da tribuna para debater o assunto.

As informações debatidas pelos vereadores é que a continuidade da obra havia sido barrada pelo MPF por conta da rodovia cortar trechos de reservas indígenas.

Há cerca de cinco anos, quando o Governo de Mato Grosso do Sul contraiu um empréstimo junto ao BIB (Banco Interamericano de Desenvolvimento) para construir e recuperar rodovias no Estado, a Guaira-Porã teve que ser retirada da planilha de execução por conta da intervenção do Ministério Público Federal que alegava que tal rodovia não poderia receber recursos internacionais por cortar aldeias indígenas.

Dos aproximados 250 quilômetros de extensão da Guaira-Porã, cerca de 700 metros cortam a Aldeia Amambai, na MS-386 entre Amambai e Ponta Porã e mais cerca de 2,5 quilômetros cortam a Aldeia Limão Verde, situada na rodovia MS-156, entre Amambai e Tacuru.

Não existe nada concreto sobre paralisação da obra, diz prefeito

Procurado pela reportagem o Grupo A Gazeta de Comunicações, o prefeito de Amambai, Sérgio Diozébio Barbosa (PMDB) informou que não existe nenhuma decisão oficial sobre a paralisação da recuperação da Guaira-Porã.

Segundo o prefeito, informações levantadas junto ao Estado dão conta que boatos que surgiram dentro BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) o banco financiador da obra, dariam sinais que a recuperação da rodovia poderia ser paralisada.

“O que temos até o momento são boatos que a obra seria paralisada, mas sem precisar os motivos. Por medida de precaução já elaboramos documentos com a participação do Poder Público, da sociedade e inclusive da comunidade indígena e encaminhados ao Estado e ao BNDES ressaltando a importância da obra, não só para Amambai, mas para toda a região e inclusive os benefícios que traz para as aldeias”, disse o prefeito.

De acordo com Sérgio Barbosa, a empresa que executa a recuperação da Guaira-Porã no trecho entre Ponta Porã e Amambai também não recebeu qualquer notificação sobre possível paralisação da obra e os trabalhos vão continuar normalmente.

“Mantive contato com o engenheiro encarregado pela obra na tarde dessa segunda-feira e fui informado que os trabalhos de recuperação da rodovia seguem normalmente. As equipes não trabalharam nessa segunda-feira em virtude da pista estar molhada”, disse o prefeito.

Dos dois trechos da Guaira-Porã que cortam aldeias indígenas em Amambai, o mais longo deles, que é na Aldeia Limão Verde, já foi cem por cento recapeado e aguarda apenas a implantação da sinalização. O trecho que corta a Aldeia Amambai ainda não recebeu o recapeamento.

Dos cerca de 250 quilômetros de extensão da rodovia, os aproximados 85 quilômetros da MS-295 entre Tacuru e Eldorado, passando por Iguatemi, já está cem por cento recuperado e inclusive com a sinalização horizontal e vertical colocada.

Já nos aproximados 160 quilômetros que liga Sanga Puitã em Ponta Porã a Tacuru, passando por Amambai, a obra está atrasada.

Vários trechos ainda faltam para serem recuperados e outros cujo recapeamento já foi realizado ainda não recebeu sinalização.

Recapeamento em perímetro urbano

De acordo com a Prefeitura de Amambai, além dos trechos na zona rural, a Avenida Pedro Manvailler também será recapeada pelo Governo do Estado.

No trecho de avenida que era de responsabilidade da empresa que executa a recuperação da MS-156 entre Amambai e Tacuru, que vai da saída para Coronel Sapucaia e segue pela Avenida Coronel Valêncio de Brum, cortando toda a extensão da Vila Limeira até a saída para Tacuru, a pista de rolamento já foi totalmente recapeada e está faltando apenas a sinalização da via.

Já no trecho que é de responsabilidade a empresa que executa a recuperação entre Amambai e Ponta Porã, que vai cortar todo o centro comercial da cidade, os trabalhos em perímetro urbano chegaram a ser iniciados mas foram paralisados pela empreiteira responsável.

Boatos de paralisação da recuperação da “Guaira-Porã” gera reação