07/04/2015 09h40
Incêndio que já dura cinco dias e atingiu seis tanques de combustíveis no litoral é o mais “perigoso” já enfrentado pelo Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo
Terra
O trabalho de combate ao incêndio que há cinco dias atinge parte de um parque industrial de Santos, no litoral de São Paulo, é o “mais difícil” e o mais “perigoso” já enfrentado pelo Corpo de Bombeiros do Estado. A informação foi dada pelo porta-voz da corporação, capitão Marcos Palumbo.
“É a operação mais difícil, acredito eu, que a emergência no Estado de São Paulo já enfrentou. Não houve nenhum tipo de trabalho tão perigoso quanto combater a esse incêndio. Tanto em relação aos líquidos inflamáveis quanto à quantidade de materiais que possui o parque”, afirmou o porta-voz nesta segunda-feira.
O incêndio começou na manhã da última quinta-feira e já atingiu seis tanques de combustíveis da empresa Ultracargo, dos quais dois continuam em chamas na noite desta segunda (6). Não houve vítimas. “Dentro desses tanques há 5 milhões de litros de gasolina, que estão fervendo. Então a partir do momento em que entra em contato com o oxigênio e o calor, o combustível pode gerar uma pequena labareda e, se não for resfriado e combatido, volta o incêndio ao ponto inicial”, continuou.
De acordo com Palumbo, quase 200 bombeiros trabalham na operação: 118 homens do Estado e mais 80 brigadistas da iniciativa privada. Agora, após mais de 100 horas de trabalho, os bombeiros apostam em um “ataque” com espuma, que tem o objetivo de apagar o fogo nos dois tanques, ao mesmo tempo em que mantém resfriados os tanques ao redor, evitando novos incêndios – a temperatura no local varia de 600ºC a 800ºC. Não há previsão de encerramento dos trabalhos.
“Apagar o fogo não quer dizer que vá terminar a ocorrência, porque há ainda o líquido (gasolina no tanque). Nós temos uma câmara térmica que consegue determinar para a gente que o líquido está muito quente e que há possibilidade, mesmo sem fogo, de que esse líquido quente possa iniciar novamente um incêndio”, disse Palumbo. “A estratégia de resfriamento não é à toa. Ela é necessária para que a gente tenha a condição de segurar o incêndio. E estamos evoluindo, porque ele não passou ainda para nenhum outro tanque e a tendência é que isso não aconteça nas próximas horas”, continuou o porta-voz dos Bombeiros.


