Brasil e Turquia darão um passo significativo no aprofundamento de suas relações bilaterais com a criação de um Conselho Estratégico em nível vice-presidencial. A iniciativa foi acordada em uma conversa telefônica entre o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e seu homólogo turco, Recep Erdogan, nesta segunda-feira (24).
A nova estrutura visa impulsionar a cooperação entre as duas nações, com destaque para o setor de defesa. O governo brasileiro manifestou o interesse em expandir investimentos nesta área e em estimular parcerias entre empresas de ambos os países. Para tratar especificamente do tema, uma delegação brasileira, liderada pelos ministros da Defesa, José Mucio Monteiro, e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, será enviada à Turquia.
O fortalecimento dessa colaboração é evidenciado pela recente ratificação, pelos parlamentos de Brasil e Turquia, do Acordo de Cooperação em Indústria de Defesa. Este passo conjunto foi celebrado pelos líderes como um marco para o desenvolvimento das relações.
Além das questões de defesa e comércio, os presidentes abordaram a conjuntura internacional, expressando preocupação com os conflitos armados em andamento no mundo. Ambos ressaltaram a importância de intensificar os diálogos diplomáticos como meio para a busca de soluções pacíficas para as crises na Ucrânia e no Oriente Médio.
O presidente Erdogan estendeu um convite a Lula para que participe da 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), que acontecerá em Antália, na Turquia, em novembro. Lula agradeceu e aceitou o convite, manifestando otimismo em um futuro encontro com o líder turco.
O governo turco, por sua vez, expressou satisfação com o progresso nas relações bilaterais, ressaltando que o aprofundamento da cooperação trará benefícios mútuos, especialmente nos setores de investimento, comércio e indústria de defesa. O presidente Erdogan acredita que o modelo de cooperação econômica proposto pode aumentar a prosperidade de ambos os povos, mesmo diante de um cenário global com tendências protecionistas.

