30/04/2017 12h
Flagrante foi feito na noite desta quinta-feira (27), na estrada da Gameleira, em Campo Grande.
G1 MS
Dois motoristas de caminhões que transportam caçambas de entulho foram multados em R$ 60 mil na noite de quinta-feira (27), em Campo Grande, pela Polícia Militar Ambiental (PMA), porque estavam despejando os resíduos nas margens da estrada da gameleira, ou seja, em local inadequado e dentro do perímetro urbano.
Os motoristas trabalham para empresas que oferecem o recolhimento de entulhos por meio de caçambas. Um, de 33 anos, despejava quatro caçambas e o outro, de 43 anos, mais duas. Cada um deles foi autuado administrativamente e multado em 30 mil. Eles também tiveram que remover o entulho que já haviam despejado no local.
Em dezembro do ano passado a Justiça interditou o único aterro que recebia entulho em Campo Grande. Desde 2007, a área funcionava sem licenças ambientais. Com a interdição, as empresas passaram a ter que fazer o descarte do material em empreendimentos que fazem a reciclagem do material, aumentando o custo do serviço.
Segundo o presidente da Associação Campograndense de Locação de Bens Móveis (Aclbm), Bruno de Brito Curto, atualmente a cidade possui apenas três locais para fazer o descarte, um de material orgânico, como restos de podas de árvores, por exemplo, e dois de resíduos de construção.
Ele aponta que como as empresas têm de pagar para depositar os materiais nestes locais, o custo do serviço aumentou muito, chegando a R$ 230, em média, para uma caçamba de material volumoso sem separação, e R$ 200, em média, para uma caçamba com material já separado.
Com esse incremento nos preços, as contratações despencaram. “Hoje temos na cidade, cadastrados na associação, 72 empresas e aproximadamente 4 mil caçambas, mas dessa quantidade, 70% dessas caçambas estão nos pátios das empresas, porque a busca pelo serviço caiu muito. Em março, por exemplo, esperávamos despejar 8 mil caçambas nos três pontos de descarte, mas foi a metade, 4 mil”, aponta Bruno.
Nós próximos dias, ele aponta que o órgão municipal encarregado de monitorar o segmento, a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) deve fazer uma fiscalização com o objetivo de coibir eventuais irregularidades que estejam sendo cometidas.


