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segunda-feira, 19 de outubro, 2026

Cachoeira Água Branca deve se transformar em Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN)

Entre os planos a partir de agora está o de construir uma pousada no local

A segunda maior cachoeira do Mato Grosso do Sul, a Água Branca, foi salva após o cancelamento de licença que permitiria a construção de uma PHC (Pequena Central Hidrelétrica) no córrego Cipó e agora deve se transformar em Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN).

Proprietário de uma das fazendas que abrangem a queda ‘água de 83 metros, Nelson Mira Martins afirma que pretende criar a unidade de conservação para melhor proteger a cachoeira, que é o cartão postal de Pedro Gomes.

Nelson vive há mais de 30 anos na região diz que não é só a família ficou feliz com a conclusão do caso. “Toda a comunidade comemora. É muito melhor esse patrimônio cênico, essa beleza, não ser destruída”, afirmou ele em entrevista a Ecoa na ocasião.

Cachoeira Água Branca deve se transformar em Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN)
Nelson Martins, proprietário da fazenda Dallas em Pedro Gomes (MS) (Imagem: Acervo Ecoa)

O proprietário rural acredita que a RPPN representa não apenas um avanço na preservação ambiental, mas também uma chance de impulsionar o turismo na região. Entre os planos a partir de agora está o de construir uma pousada no local.

Além disso, o município de Pedro Gomes passa a ter incremento com a arrecadação de ICMS Ecológico, um incentivo financeiro destinado a cidades que protegem o meio ambiente, estimulando investimentos e gerando benefícios para a população como um todo.

Cachoeira Água Branca deve se transformar em Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN)
Cachoeira água Branca, salva após cancelamento de licença (Foto: Ecoa)

Entenda – O Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) cancelou a licença prévia que havia concedido no ano de 2021 para a instalação de uma PCH (Pequena Central Hidrelétrica) em Pedro Gomes, na região norte do Estado. O empreendimento entrou na mira do MPE (Ministério Público Estadual) pela preocupação da comunidade com danos à cachoeira cênica.

Para o funcionamento da central, seria necessário fazer uma represa hidrelétrica no córrego Cipó, que ameaçava desviar até 80% do fluxo de água da Água Branca

“A suspensão da licença foi resultado de um esforço coletivo que mobilizou moradores, organizações ambientais”, avalia a ECOA.

Na publicação do cancelamento, o órgão estadual informou que tomou a decisão por identificar irregularidades no procedimento de obtenção da licença. Entre os fundamentos consta a autotutela que possibilita a reavaliação de atos e também é mencionada a “revisão de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras”.

Quando noticiou o ingresso do Ministério Público no caso, em outubro do ano passado, o Campo Grande News tentou contato com a responsável. A informação foi que outra empresa teria assumido o projeto.

Patrimônio – A Cachoeira Água Branca é considerada um símbolo de identidade para a comunidade local. A ECOA explica que a queda livre está a apenas 2,5 km da nascente do córrego Cipó e ntegra a sub-bacia hidrográfica Piquiri-Correntes, que abastece o Pantanal e “forma uma das paisagens mais impressionantes da região”.

Na avaliação da entidade “a construção da barragem teria sido devastadora, comprometendo não só a beleza cênica, mas também o microclima local, o potencial turístico e a biodiversidade, em especial as aves migratórias que encontram refúgio na área”

Cachoeira Água Branca deve se transformar em Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN)
Cachoeira água Branca, salva após cancelamento de licença (Foto: Ecoa)

Fonte: Campograndenews