05/12/2014 09h20
Confirmação do Novoperário na Série A estadual 2015 foi determinante para que presidente operariano Estêvão Petrallas fechasse as portas para uma possível união
Gloesportes.com
Era para ser um diálogo de aproximação e quem sabe até união, mas acabou sendo um divisor de destinos. Operário-MS e Novoperário não devem mais caminhar juntos, pelo menos é o que pretende o presidente operariano Estevão Petrallas. Em novembro, o alvinegro abriu as portas aos diretores do Novoperário para somar esforços. Fusão, junção, parceria, fosse como fosse: os operarianos estavam dispostos a andar lado a lado com o clube que surgiu de sua costela. Entretanto, as negociações esfriaram tão rápido como tinham esquentado, há cerca de duas semanas.
A confirmação do Novoperário na Série A do Campeonato Sul-Mato-Grossense em 2015, durante a reunião do conselho arbitral na última segunda-feira, foi o que selou o rompimento unilateral das tratativas por parte do Operário-MS. É que, dentro dos planos do Galo, o Novo precisaria abrir mão da vaga na competição. Ao GloboEsporte.com, Petrallas lamentou que o Novoperário tenha optado por caminhar com as próprias pernas.
- Fizemos o mais difícil, que era abrir as portas do clube. Seria mais simples que o Novo se licenciasse, cuidasse das bases e participasse de uma união conosco. Infelizmente eles não tiveram essa visão de grandeza, de tornar o Operário grande, como uma coisa só.
O Novo foi criado em 2010 pelas mãos de torcedores do Operário-MS que estavam descontentes com a gestão do clube, à época comandado por Toni Vieira. Petrallas assumiu o Galo em agosto deste ano, neutralizou a influência interna de Toni na diretoria e propôs o diálogo aos novoperarianos. Mas as conversas não progrediram como o presidente esperava.
Olhando para frente, Petrallas projeta que o Operário-MS tenha de se reerguer por meio das categorias de base, principalmente sub-17 e sub-19. Em talvez dois anos, estima o presidente, o Galo possa ter condições de brigar em igualdade com as equipes do interior do estado, e quem sabe chegar à elite do futebol sul-mato-grossense. Até lá, Petrallas pede paciência aos torcedores mais fanáticos.
- Vamos ter foco na base a partir de agora. Dentro de um a dois anos, com a base planejada, as empresas vão perceber que no Operário existem dirigentes sérios, e vão voltar a investir. Estamos optando por buscar esse planejamento e tentar fazer um trabalho diferenciado. Queremos ter independência e estrutura para trabalhar. E no momento a torcida precisa compreender isso.


