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domingo, 18 de outubro, 2026

Câmara tenta impedir imprensa de acompanhar explicação sobre tapa-buraco

16/03/2015 08h40

Secretário volta à Câmara para tentar explicar contratos com empreiteiras para tapa-buraco

Midiamax

A assessoria da Câmara de Campo Grande não quer que a imprensa acompanhe a terceira ida do secretário de Infraestrutura, Transporte e Habitação (Seintrha)Valtemir de Brito para explicar contrato com empreiteiras para serviço de tapa-buraco em Campo Grande. Porém, o presidente da comissão de Obras, vereador Carlão (PSB), explica que faz questão da participação da imprensa.

Para evitar o boicote à cobertura da explicação, o vereador está indo para a Câmara neste momento, já para definir como será a audiência com o secretário, que volta a Casa pela terceira vez para prestar esclarecimento desde a primeira denúncia de tapa-buraco fantasma em Campo Grande.

Na primeira vez que foi à Câmara o secretário não soube responder a um monte de questionamentos dos vereadores. Pouco tempo depois voltou à Câmara, mas desta vez deixou apenas um arquivo de mais de 20 mil páginas de contratos. Os documentos não agradaram os vereadores, que agora lhe convocaram.

A oposição passou o fim de semana analisando os documentos e promete vários questionamentos ao secretário. Analisando documentos eles identificaram que um mesmo buraco é tapado oito vezes por ano em Campo Grande.

Segundo eles, durante a análise, a oposição verificou que os contratos com as empreiteiras responsáveis pelo serviço de ‘tapa-buraco’ não especificam ‘reparo em fissuras’ das vias asfaltadas, justificativa dada pela prefeitura para o primeiro flagra do serviço nos chamados ‘buracos fantasmas’.

“Nos contratos que analisei diz que é só buraco, não tem fissura no contrato. Tem que ter previsão em contrato desse serviço e isso não tem”, declarou a vereadora Thais Helena (PT). A petista questionou também a forma que o serviço é feito e acredita que no conserto de uma fissura deve ser utilizado outro método e não o mesmo usado em operação tapa-buraco, além de não ter o mesmo custo.

Os vereadores ainda tentam emplacar ‘CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) de Tapa Buraco’ para apurar irregularidades em contratos da Prefeitura e de empreiteiras que prestam serviço de reparo em via pública. Os vereadores favoráveis a CPI são: Luiza Ribeiro (PPS), Chiquinho Telles (PSD), Paulo Pedra (PDT), Alex do PT, Ayrton do PT, Thais Helena (PT), Cazuza (PP) e José Chadid (sem partido). Os parlamentares precisam de dez assinaturas, mas até o momento só estes oito assinaram.

Há mais de 40 dias o Jornal Midiamax divulgou o vídeo de um contribuinte flagrando suposto “tapa-buraco fantasma” em Campo Grande. Valtemir Brito encaminhou para a Câmara uma planilha com 34 contratos entre empreiteiras e a Prefeitura de Campo Grande, para operação do serviço de tapa-buraco que, juntos, somam R$ 91.426.124.