Movimento diz que não tem prazo para terminar a paralisação
23/05/2018 15h40 – Por: Tião Prado
No inicio da tarde desta quarta-feira (23), caminhoneiros de Ponta Porã e os que estão de passagem pela rodovia MS- 164, nas proximidades do Auto Posto Divisa, saída para Antônio João, estão com os seus caminhões estacionados nas duas laterais da pista e também com alguns tambores colocados no meio da pista para que os veículos pequenos não excedam o limite de velocidade.
Até o momento, a paralisação está tranquila e os veículos pequenos estão transitando normalmente. Os caminhoneiros não falaram em fechar a rodovia, apenas os caminhões e carretas estão parados no local.
O caminhoneiro Faustino Rodrigues Espindola falou a reportagem do site Pontaporainforma e manifestou a preocupação da categoria com relação as elevadas altas no preço do óleo diesel, o que acaba afetando no preço final do frete e também a questão dos pedágios que cobram um preço caro sendo que atualmente, nem mesmo com um eixo levantado escapam de pagar o pedágio integral.
“Com essa paralisação em todo país, logo vai começar a faltar combustível, faltar genêros alimentícios como carnes, leites e frios de uma maneira geral nas prateleiras dos mercados, aí o governo vai sentir. Nós estamos pedindo a redução no preço dos combustíveis e dos pedágios. O frete não aumenta. Pra você ter uma ideia, o frete que estamos cobrando hoje é o mesmo de dez anos atrás , enquanto o óleo diesel sobe várias vezes na semana”, disse Faustino Rodrigues.
Os caminhoneiros e carreteiros parados na saída da cidade informaram que o protesto em Ponta Porã começou nessa quarta-feira e não tem data para terminar.
Vários caminhoneiros presentes no local pediram o apoio dos produtores rurais, uma vez que eles também usam óleo diesel, afirmando que este é o momento de se unirem. De acorod com os manifestantes, a prova de que estão no caminho certo é a manifestação do governo Federal em tirar a cobrança da CIDE, que é imposto federa, do preço do óleo diesel.
Ao que tudo indica, se os caminhoneiros mantiverem o movimento de paralisação, certamente lá na frente o governo estará cedendo às pressões e fazendo novas conscessões.



