24/02/2015 07h50
Pontos a serem bloqueados ficam na BR-163 e na 463, em três municípios.
G 1
Caminhoneiros realizam nesta terça-feira (24) mais um dia de protestos com bloqueios em rodovias em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Em Goiás, a manifestação – motivada pelo alto preço dos combustíveis e valores dos fretes – foi encerrada na noite de segunda-feira (23).
Durante a madrugada, por volta da meia-noite, a categoria iniciou um protesto em São Paulo. Os caminhões ocuparam as faixas do sentido da capital paulista da Rodovia Presidente Dutra, na altura do km 210,5.
Segundo a PRF (Polícia Rodoviária Federal), o bloqueio da pista durou 20 minutos. O congestionamento não chegou a 2 km e não houve incidentes. Manifestantes e representantes do Sindicato das Pequenas e Micro Empresas de Transporte e Logística de São Paulo e Regiões (Sinditrans-SP), porém, disseram que o congestionamento atingiu 8 km, até o pedágio de Arujá.
O grupo informou ainda que policiais fotografaram placas dos veículos, cuja multa por participar de evento em rodovia sem autorização pode chegar a R$ 1.900,00.
Fred Sartori, de 38 anos, que transporta todo tipo de carga seca, foi o primeiro caminhoneiro a parar. “Na verdade, fizemos um primeiro choque para alertar. Uma vez que nossa classe está insatisfeita, queremos chamar a atenção da imprensa e dos governantes”, resumiu.
Segundo o assessor da presidência do Sinditrans-SP, Maurício Leme Nogueira, o protesto contou com a adesão de 600 caminhões. Ele informou que, após acordo com a PRF, uma das pistas foi liberada.
Nogueira informou ainda que a previsão é de nova paralisação. “Podem ficar atentos. A qualquer momento iremos parar uma outra rodovia”, afirmou.
Protestos em 7 estados
O protesto dos caminhoneiros que bloquearam rodovias do país devido à alta do preço dos combustíveis e aos valores dos fretes, considerados baixos pela categoria, foi ampliado ao longo da segunda-feira (23). Sete estados registraram pontos de lentidão e congestionamentos: GO, MG, MS, MT, PR, RS e SC.
A AGU (Advocacia-Geral da União) protocolou ações na Justiça Federal dos sete estados para que fosse determinada a liberação de rodovias bloqueadas. Nas ações, a AGU pediu que a Justiça conceda liminar (decisão provisória) para que as estradas sejam desbloqueadas, e para que seja imposta uma multa de R$ 100 mil por cada hora em que a decisão for descumprida.
Os bloqueios já afetam o abastecimento em algumas regiões. No Paraná, cidades enfrentam falta de combustíveis, e a gasolina chegou a ser vendida a R$ 5 em Pato Branco. Na cidade também há registro de atrasos na entrega de medicamentos.
Caminhoneiros devem voltar a interditar três pontos de rodovia, na região Sul de Mato Grosso do Sul, ainda na manhã desta terça-feira (24). O protesto está marcado para ser retomado às 7h30 (de MS), em Dourados, no entroncamento da BR-163 com a 463, em Fátima do Sul, na BR-163, e em Laguna Carapã, na BR-463.
Os manifestantes prometem liberar as rodovias a cada 20 minutos e também permitir a passagem de veículos de emergência, com carga viva e ônibus.
Os caminhoneiros aderiram ao protesto nacional e iniciaram os bloqueios em Mato Grosso do Sul na tarde de sábado (21), na MS-306, rodovia que liga os municípios de Chapadão do Sul e Cassilândia, região nordeste do estado.
A categoria protesta contra os seguidos aumentos dos combustíveis e dos tributos sobre o transporte, como o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).
Existem informações de que em Ponta Porã. fronteira com o Paraguai, os caminhoneiros estarão fazendo um manifesto na BR 463, no trevo de saída da cidade de Dourados, no Distrito de Sanga Puitã.





