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sexta-feira, 12 de junho, 2026

Campo Grande: paralisação de professores afeta 110 mil alunos da rede municipal

Levantamento nacional coloca a Capital na primeira posição entre as capitais com maior vencimento-base para o magistério municipal

A paralisação dos professores da Rede Municipal de Ensino (REME), realizada nesta sexta-feira (12), afetou cerca de 110 mil alunos matriculados nas 207 unidades escolares e Centros de Educação Infantil Municipal (EMEIs) de Campo Grande. 

O movimento foi aprovado em assembleia que reuniu aproximadamente 300 profissionais da educação. A suspensão das atividades em um dia útil gerou questionamentos entre pais e responsáveis, que defendem que a mobilização poderia ter sido realizada em um fim de semana, reduzindo os impactos na rotina dos estudantes.

A Rede Municipal de Ensino conta com aproximadamente 8,9 mil professores e é considerada uma das maiores do Estado. Nos últimos anos, a administração da prefeita Adriane Lopes promoveu a convocação de mais de mil professores concursados, avançou no pagamento de progressões funcionais e realizou investimentos em climatização, reformas e ampliação da estrutura das unidades escolares. Em 2025, a categoria recebeu reajuste de 6,27%, além da continuidade do acordo para implementação gradual do piso salarial dos profissionais do magistério.

Em declarações recentes, a prefeita Adriane Lopes afirmou que a discussão sobre o reajuste referente a 2026 precisaria ser reavaliada em razão das mudanças promovidas pelo Governo Federal em relação ao percentual do piso nacional e da necessidade de análise do impacto financeiro nas contas do município.

Levantamento divulgado pelo portal PEBSP aponta que Campo Grande ocupa a primeira colocação nacional em vencimento-base dos professores municipais entre as capitais brasileiras. Segundo o estudo, a remuneração inicial dos profissionais da rede municipal da Capital sul-mato-grossense supera o piso nacional do magistério, colocando a cidade na liderança do ranking nacional.

A paralisação desta sexta-feira também ocorreu em um cenário pré-eleitoral, marcado pela presença e pelo apoio de pré-candidatos e lideranças políticas ao movimento. O envolvimento de agentes políticos gerou críticas de setores que avaliam que a pauta da educação tem sido utilizada para ampliar o debate eleitoral. Apesar disso, a categoria mantém a reivindicação pelo reajuste referente ao Piso 20 horas, cuja proposta apresentada pelo Executivo Municipal foi rejeitada em assembleia realizada pelo Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP).

Fonte: Correiodoestado