02/03/2015 13h30
Das seis carretas de equipamentos furtados, cinco estavam no Jardim Itamaracá
Midiamax
Um galpão no Jardim Itamaracá, região leste de Campo Grande, foi locado para guardar o equipamento que foi furtado na Favela de Vigário Geral, no Rio de Janeiro. A carga avaliada em R$ 24,3 milhões foi levada por seis caminhões no dia 1º de fevereiro deste ano. Um deles foi recuperado em Minas Gerais e os demais estavam em Mato Grosso do Sul.
Denominada de Operação Projeção, a Deco (Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado) iniciou as investigações no dia 15 de fevereiro de forma independente, após denúncias de uma movimentação estranha na região. Com isso, foi descoberta a carga que é empresa Quanta DGT Cinema e seriam distribuídas para mil cinemas do país.
No total a mercadoria é avaliada em U$ 9 milhões e foi toda importada, sendo 121 projetores da Bélgica e os servidores e outros acessórios dos Estados Unidos. Ela dispõem de tecnologia 3D e 4D e necessitam de uma chave de acesso, que trata-se de uma senha provisória, que é atualizada após um certo tempo.
“A ação destes criminosos em levar algo tão meticuloso, mostra que eles são especializados em crimes organizados, pois eles precisariam de meios para que os aparelhos funcionassem”, explica a titular da Deco, Ana Claudia Medina, que está à frente das investigações.
A delegada conta que o proprietário do galpão não sabia o que seria guardado no local, apenas fez um contrato simples. “Ele já prestou depoimento e foi descartado como participante da quadrilha, mas mandados de prisão já foi pedidos”, diz Medina que se limita em dizer o número de envolvidos.
Ela acredita que os equipamentos ficaram por aqui até “a poeira baixar” e só depois seriam levados ao destino final. Policiais civis e peritos criminais estiveram no galpão para fazer o trabalho de levantamento de dados. As caixas contendo os aparelhos que pesam de 90 a 150 quilos estão sendo apreendidos.


