14/10/2014 06h40
Hoje terça-feira o entrevistado será o candidato Reinaldo Azambuja (PSDB).
G 1 MS
O candidato do PT ao governo de Mato Grosso do Sul no segundo turno, Delcídio do Amaral, foi entrevistado ao vivo nesta segunda-feira (13) no MSTV 2ª Edição pelo apresentador Marcos Anelo.
O candidato do PSDB, Reinaldo Azambuja, será entrevistado nesta terça-feira (14). A ordem da série de entrevistas foi definida em sorteio. Veja a íntegra, em vídeo, da entrevista com Delcídio do Amaral.
Abaixo, leia a transcrição das perguntas e respostas.Marcos Anelo – Candidato, em entrevista ao Bom Dia MS o senhor disse que seu partido é um peso para o senhor e que isso influencia em seu índice de rejeição que nós acabamos de ver. Atualmente surgiram novas denúncias de pagamento de propina na Petrobras que beneficiaram seu partido. Qual impacto que o senhor vê dessas denúncias para o segundo turno?
Delcídio do Amaral – Primeiramente eu acho que a Justiça está analisando isso, esse assunto está sendo objetos de delações premiadas. A Justiça está cumprindo seu papel e doa a quem doer. Tem que investigar, saber o que efetivamente aconteceu e se alguém cometeu algum ato falho, vai pagar por isso.
Agora, o que eu estou percebendo é que essas denúncias estão sendo ventiladas pontualmente, elas estão aparecendo em um momento eleitoral e a gente tem que ter muita cautela, muita prudência. E aparentemente, pelo que a gente vê nas pesquisas, o eleitorado está entendendo que essas denúncias são em função do momento eleitoral e que de certa maneira não acreditam, que não conseguem juntar uma coisa com a outra. Eles acham que isso está sendo usado politicamente para prejudicar o PT.
Marcos Anelo – Vai ter impacto no segundo turno?
Delcídio do Amaral – Nós estamos mensurando ainda. Aparentemente até agora, essas denúncias, não impactaram os números da presidente Dilma, tanto é que a turma diz que a Dilma vai cair e a Dilma não cai.
Marcos Anelo – E para o senhor?
Delcídio do Amaral – Eu acho que aqui, essas últimas denúncias, até me ajudaram, porque diziam tantas coisas a meu respeito e agora, as últimas denúncias comprovam que eu tinha razão, ou seja, não tinha responsabilidade nenhuma e muito menos indiquei alguém na diretoria da Petrobras. Quem indicou foi um outro partido bastante conhecido não só aqui em Mato Grosso do Sul, como no Brasil.
Marcos Anelo – Candidato, no primeiro turno, os índices de abstenção, votos brancos e nulos somaram cerca de 500 mil votos em Mato Grosso do Sul. É quase o número de eleitores em Campo Grande. Por que o eleitor sul-mato-grossense está tão descrente com a política do estado?
Delcídio do Amaral – Nós já analisamos isso. Na verdade, quem foi mais prejudicado nisso fomos nós, porque é gente de área rural, de aldeia indígena, de assentamento que teve dificuldade para se locomover. Existem, sob o ponto de vista da legislação eleitoral as condições para deslocar esse pessoal.
Evidentemente pode ter havido voto de protesto, isso aí…., mas o os números são assombrosos, não há nenhum estado com uns números como esses, então hoje o desafio é diminuir essas abstenções porque sem dúvida nenhuma nós perdemos muitos votos nas abstenções e hoje as pesquisas mostram que esse voto era voto nosso e que não caiu na urna em função de problemas de deslocamento de pessoal, de facilidade de transporte
Marcos Anelo – Assim que terminou o primeiro turno o senhor disse que iria buscar aliança com o PMDB e o candidato do PMDB não está apoiando o senhor. O que deu de errado nessa articulação?
Delcídio do Amaral – Na verdade, o seguinte, é importante essa conversa. Na verdade, o PMDB é irmão siamês do PSDB. Eles sempre fizeram política juntos. Então fizeram uma espécie de teatro para dizer que um fazia oposição ao outro. E você vê o que aconteceu? Nós não tivemos nem condição de tirar o revólver da garrucha. Eles já tinham feito aliança, juntaram todos e, principalmente, quem primeiro se posicionou foi o ex-prefeito Nelsinho Trad e toda a família Trad também junto. Evidentemente outros políticos, lideranças do PMDB vieram a apoiar o meu adversário. Ou seja, é um discurso interessante, diz que é o novo, falou mal do PMDB, falou mal da administração do Nelsinho em 2012. Em 2014, a mesma coisa e agora estão juntos? Ou seja, é a velha política que ninguém quer mais.
Marcos Anelo – Falar um pouquinho de saúde, candidato. Se eleito, o que o senhor vai fazer na prática, no primeiro ano para acabar com as filas de espera no atendimento?
Delcídio do Amaral – Primeira coisa o seguinte, Anelo, simplificar a saúde, simplificara marcação de consultas, a marcação de exames, cirurgias. Usar plataformas digitais importantes. Criar um programa forte de formação de médicos para descentralizar, colocar os médicos no interior do estado, nas macrorregiões como contrapartida daquilo que o governo vai investir e, especialmente, tratar as pessoas com dignidade, com simplicidade, sem inventar moda. Não precisa fazer hospital novo, tem vários hospitais sendo feitos agora. Talvez comprar equipamentos a juros negativos do BNDES e consequentemente mudar toda essa lógica e importante, terminar o Hospital do Trauma.
Marcos Anelo – Se o senhor for eleito, quais serão as duas prioridades do primeiro ano de mandato
Delcídio do Amaral – As duas prioridades: saúde e educação. Educação talvez o carro-chefe, porque a educação, ela leva em consideração todo um processo de transformação que Mato Grosso do Sul sem dúvida nenhuma vai passar e eu quero ser o grande agente transformador do futuro do nosso estado, o futuro de gente de bem, o futuro de gente que tem amor ao seu estado. Eu queria aproveitar, vote 13, vote Dilma, vote Delcídio e vote em um projeto diferente. Esse é um projeto novo, que não se alia à velha guarda, à velha política.


