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sábado, 17 de outubro, 2026

Candidato Reinaldo Azambuja é entrevistado no MSTV 2ª Edição

15/10/2014 06h40

Candidato Delcídio do Amaral (PT) foi entrevistado na segunda-feira.

G 1 MS

O candidato do PSDB ao governo de Mato Grosso do Sul no segundo turno, Reinaldo Azambuja, foi entrevistado ao vivo nesta terça-feira (14) no MSTV 2ª Edição pelo apresentador Marcos Anelo.
A ordem da série de entrevistas foi definida em sorteio. Veja a íntegra, em vídeo, da entrevista com Azambuja. Abaixo, leia a transcrição das perguntas e respostas.

Marcos Anelo – Para ampliar a sua base de apoio, o senhor fez vários acordos, novos acordos, inclusive com o candidato derrotado do PMDB, que pediu para que o senhor incluir no seu plano de governo algumas propostas dele. Eu pergunto ao senhor, esses acordos não interferem na sua bandeira de campanha, de fazer uma nova política?

Reinaldo Azambuja – Boa noite Anelo, é um prazer estar com você aqui. Nós ampliamos a nossa base de apoio com os partidos e com as pessoas que acreditam nessa nova política. O próprio candidato do PMDB disse que acredita na mudança, na nova política, naquilo que chega próximo das pessoas e pediu que nós colocássemos algumas questões que já estavam em nosso plano de governo: escola em tempo integral, atendimento na questão da segurança pública, outra questão importante, as clínicas de recuperação dos dependentes químicos, fortalecendo as parcerias com as entidades assistenciais, principalmente igrejas que trabalham bem e foram 14 partidos que se somaram agora no segundo turno representando realmente essa vontade da mudança, da nova política, sem negociar cargos e principalmente, sem mudar um milímetro do nosso plano de governo, que nasceu pensando em Mato Grosso do Sul e principalmente com a vontade das pessoas de todo o estado.

Marcos Anelo – Mas, o senhor já disse que o PMDB, que agora o apoia, representa a velha política, então o senhor teria mudado de ideia.

Reinaldo Azambuja – Não, não mudei de ideia, não é o PMDB que me apoia, são algumas pessoas do PMDB que acreditam nessa nova política, que entende que tem que ter uma nova forma, governar próximo das pessoas, com as prioridades das pessoas. O partido foi liberado. Tem pessoas, inclusive o próprio governador, que ficou do outro lado, apoiando a presidenta Dilma, algumas pessoas vieram para a nossa campanha, alguns se abstiveram de apoiar nem um, nem outro candidato, mas nós trouxemos aquelas pessoas, Anelo, que acreditam que é possível sim construir uma nova política em Mato Grosso do Sul, sair dos 20 anos da polarização do PMDB e do PT que estão nos governando há 20 anos, o estado.

Marcos Anelo – Candidato, na pesquisa do Ibope divulgada ontem, o senhor teve índice de rejeição de 36%. No primeiro turno, os seus índices ficavam entre 8% e 10%. O senhor acredita que esse apoio do PMDB trouxe também o aumento da rejeição?

Reinaldo Azambuja – Eu acredito que não. Eu acho que as pesquisas, eu sempre acredito muito nas pesquisas da urna, do dia das eleições, o próprio Ibope tem errado na eleição da capital e errou a margem de erro em mais de 100% e nessas últimas agora ele ajustou na última pesquisa. Existem muitas contradições sobre pesquisa. Eu acredito na pesquisa do dia da eleição, que o eleitor vai com a tranquilidade, vota naquele projeto que ele entende melhor. As nossas pesquisas internas não mostram isso que o Ibope mostrou ontem, que vocês divulgaram, mas eu quero acreditar muito é na vontade livre, tranquila do eleitor, que quer uma nova política, que quer uma mudança. Vamos continuar propondo o que nós entendemos importante para mudar Mato Grosso do Sul de verdade e fazendo realmente esse novo tempo, essa nova política aqui no Mato Grosso do Sul.

Marcos Anelo – Falando de saúde, candidato. Se eleito, o que o senhor vai fazer na prática, no primeiro ano de governo, para acabar com as filas de espera por atendimento?

Reinaldo Azambuja – Olha, Anelo, a nossa proposta é, primeiro, o mutirão da saúde. Colocar nos polos regionais, onde já existem os hospitais, mas não tem atendimento, colocar ali os atendimentos de exames, tomografia, ressonância, ultrassom, contratar carreira de médico de estado para atender nos polos regionais, para atender o cidadão mais próximo de onde ele mora. Feito isso, desafoga a capital. Hoje, 50% dos atendimentos são feitos aqui na capital e nós temos que fazer funcionar a regionalização, investindo os recursos necessários, cumprindo o valor constitucional de aplicar no mínimo 12% na saúde aqui no estado de Mato Grosso do Sul e eu tenho certeza, quando a regionalização funcionar e as pessoas puderem ser atendidas, nós teremos uma melhoria. Esse mutirão é para diminuir as filas, de exames, de cirurgias, que estão se acumulando nos últimos anos pelo pouco atendimento que é oferecido à população do nosso estado.

Marcos Anelo – Se o senhor for eleito, quais serão as duas prioridades no primeiro ano de mandato?

Reinaldo Azambuja – Saúde, prioridade número um, não nossa, mas da população. Precisa ter um trabalho na saúde muito mais efetivo para chegar a todas as pessoas. Segurança pública, aumento de efetivo, tecnologia e inovação na segurança e trabalhar pelo desenvolvimento e geração de oportunidades em todas as regiões. O estado tem que crescer por completo, chegar nas regiões mais empobrecidas e isso nós vamos fazer com Mato Grosso do Sul Produtivo, que é um programa que nós desenhamos que faz com que o desenvolvimento chegue a todas as regiões do estado

Candidato Reinaldo Azambuja é entrevistado no MSTV 2ª Edição