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Capacitação discute a classificação das carcaças bovinas em MS

01/09/2014 07h30

Produtor deve evitar jejum prolongado e oscilações bruscas de temperatura.

G 1 MS

Mini-curso promovido na sexta-feira (29) na sede da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), em Campo Grande, discutiu a questão da classificação das carcaças bovinas do estado.

A capacitação apresentou técnicas de manuseio que podem auxiliar na qualidade da carne bovina e na padronização das carcaças. O evento reuniu profissionais do grupo JBS, da Famasul, da Associação Novilho Precoce, da Embrapa, da Superintendência Federal de Agricultura (SFA/MS), da secretaria estadual de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo (Seprotur) e da agência estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro).

“O estresse bovino ocasionado dentro da propriedade rural, do transporte ou do frigorífico, pode influenciar na coloração da carne”, afirmou o professor da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Federal de Campinas (Unicamp ), Pedro de Felício, que fez uma apresentação no evento.

Para o professor, é recomendável que o criador não misture os animais de várias idades no curral e tome medidas de cuidado no manejo. “O gado ao ser enviado para abate precisa estar em pleno ganho de peso, bem alimentado, tendo assim estoque de gordura. Mas o principal é minimizar o estresss animal “, ressalta.

Uma condição mais saudável pelo animal, detalha Felício, inclui cuidados que vão de “dentro da porteira” ao abate, tais como evitar atividades físicas extenuantes, jejum prolongado e oscilações bruscas de temperatura.

“O consumidor tem mais acesso as informações e está mais exigente, então procura carne de cor mais avermelhada. Intuitivamente ele quer uma carne de melhor”, concluiu durante o mini-curso.

Mini-curso discutiu a classificação de carcaças debovinos (Foto: Produção/ TV Morena)