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sábado, 17 de outubro, 2026

Carlos Bernardo prestigia 20ª Cavalgada de Santa Rita do Pardo

Consolidado como um dos maiores símbolos da cultura rural do Mato Grosso do Sul, a 20ª edição da Cavalgada de Santa Rita do Pardo transformou o município em um grande encontro da cultura sul-mato-grossense.

Com mais de 500 animais inscritos e cerca de 7 mil visitantes ao longo dos dois dias de programação, o evento reuniu um público equivalente à população da cidade, reafirmando a força das tradições ligadas ao campo, à família e ao modo de vida rural.

Vindas de diversas regiões do Estado, dezenas de comitivas ocuparam o espaço do evento, levando cavalos, famílias inteiras e histórias que atravessam gerações.

Mais do que uma celebração da atividade pecuária, a cavalgada se consolidou como um encontro de preservação cultural, reunindo representantes de municípios como Três Lagoas, Brasilândia, Bataguassu, Campo Grande, Nova Andradina, Angélica e Alcinópolis.

Entre os participantes esteve o empresário e pré-candidato a deputado federal Carlos Bernardo, que destacou a importância da cavalgada como instrumento de valorização das raízes sul-mato-grossenses.

“Isso aqui é a verdadeira festa da família sul-mato-grossense. As pessoas se encontram, compartilham refeições, conversam, contam histórias e mantêm vivas as tradições do nosso Estado. É uma cultura que precisa ser preservada”, afirmou.

Carlos Bernardo também elogiou a organização do evento e o trabalho conjunto realizado entre o poder público, o Sindicato Rural e a comunidade local para garantir a realização da festa.

“É gratificante ver a união entre a política, o homem do campo, os pecuaristas, os patrões das cavalgadas, os clubes de laço e toda a comunidade. Essa integração fortalece nossa identidade cultural e mostra a importância de investir em eventos que valorizam nossas origens”, ressaltou.

O prefeito de Santa Rita do Pardo, Lúcio Costa, destacou que a cavalgada já faz parte da história do município e representa um importante momento de integração regional.

A tradição também se mantém viva por meio das famílias que participam das cavalgadas há décadas. A produtora Solange Amaro contou que a presença nas comitivas faz parte da sua história desde a infância.

“Sou filha de sertanejo e cresci nesse ambiente. A gente vem para reencontrar amigos, reunir a família e celebrar uma cultura que amamos. Não existe lucro. Cada um ajuda um pouco para que a tradição continue existindo”, explicou.

O mesmo sentimento é compartilhado por Alex Rigazzo, integrante da Comitiva dos Amigos do Arapuá, de Três Lagoas. O grupo participou do evento com cerca de 40 cavaleiros e aproximadamente 60 pessoas entre familiares, cozinheiros e apoiadores.

Segundo ele, a participação dos filhos é uma forma de garantir que os costumes sejam preservados pelas próximas gerações.

Ao longo dos dois dias, o clima foi de confraternização. Churrasco, arroz carreteiro, carne de sol, música e rodas de conversa fizeram parte da programação informal que se espalhou pelas comitivas.

Em um momento em que as transformações tecnológicas e os novos hábitos sociais desafiam a manutenção de tradições centenárias, a Cavalgada de Santa Rita do Pardo mostrou que a cultura sul-mato-grossense permanece viva e forte. Mais do que um desfile de cavalos, o evento reafirmou valores como família, amizade, respeito e pertencimento, características que ajudam a construir a identidade do povo do Mato Grosso do Sul.

Após duas décadas de realização, a cavalgada segue como um dos principais símbolos da vida rural no Estado e um exemplo de como tradição e comunidade podem caminhar lado a lado para manter viva a história de um povo.