16/08/2016 08h
Nenhum dos dois assumiu ser o dono dos objetos.
G1
Dois carregadores de celular e alguns pendrives foram encontrados na cela do ex-ministro José Dirceu e do ex-deputado federal Luiz Argôlo no Complexo Médico-Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Dirceu e Argôlo foram condenados na Operação Lava Jato, que revelou um esquema de corrupção na Petrobras.
Os objetos foram achados no dia 1º de agosto durante uma vistoria de rotina, segundo informou a Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná (Sesp-PR) nesta segunda-feira (15).
O advogado de Dirceu, Roberto Podval, disse que o seu cliente não estava na cela no momento em que os objetos teriam sido achados, portanto, não presenciou a situação. Além disso, a defesa de Dirceu afirmou ao G1 que os itens não pertencem ao ex-ministro e que vai apurar o caso. Sidney Peixoto, que defende Luiz Argôlo, disse desconhecer o ocorrido.
Penalidade
Os dois foram punidos pela posse dos carregadores de celular. Ambos receberam a chamada “falta média”: vão ficam 20 dias, desde 1º de agosto, sem receber visitas. Conforme a Sesp-PR, as visitas são semanais, às sextas-feiras.
Os itens estavam dentro de uma sacola de plástico no meio dos pertences dos presos. A secretaria não soube dizer em qual parte da cela a sacola estava nem a quantidade de pendrives. Ainda de acordo com a Sesp-PR, os pendrives continham filmes e músicas.
Argello também tinha pendrives
A revista nas celas também encontrou pendrives com o ex-senador Gim Argello. O político não foi punido, pois o código interno de conduta do CMP não prevê a punição devido aos pendrives.
No entanto, a administração vai abrir um procedimento interno para apurar a conduta dos presos que possuíam os pendrives. Segundo a Sesp-PR, há a possibilidade de os presos receberem sanções por estarem com os equipamentos.
Procurado, o advogado do ex-senador disse que não sabia sobre a busca feita nas celas do CMP. Ele disse que vai se inteirar da situação.


