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sábado, 17 de outubro, 2026

CCZ de Ponta Porã faz doação de animais saudáveis

25/10/2014 09h20

Centro de Controle de Zoonozes também desenvolve trabalho preventivo para evitar transmissão de doenças como a leishmaniose

Divulgação (TP)

O Centro de Controle de Zoonozes (CCZ) desenvolve excelente trabalho voltado à saúde pública do município, executando atividades como controle de zoonoses, doenças transmitidas por vetores e agravos à saúde causados por animais de importância epidemiológica, como cães e gatos. O trabalho também consiste em fazer triagem, encaminhando para doação os animais saudáveis.

Segundo o médico veterinário, Avelino de Osti, coordenador do CCZ de Ponta Porã, nos últimos meses, através de um programa do governo municipal, mais de 400 cães foram examinados e vermifugados e colocados posteriormente para doação no último domingo de cada mês no Parque dos Ervais.

“A experiência vem dando tão certa, que muitas pessoas já aguardam o último domingo do mês para solicitar um animal de estimação, cão ou gato. É um trabalho sério, que conta com apoio de outros setores do Governo Municipal e que tem o apoio e reconhecimento da sociedade de Ponta Porã”, diz o veterinário.
Com relação aos animais submetidos ao processo de eutanásia, explica o médico veterinário, são quase 100% entregues pelos próprios donos ao Centro de Controle de Zoonozes. “Normalmente o proprietário traz o animal aqui ou telefona para a gente ir buscar. Quando esse animal está internado em clínica particular e é desenganado, normalmente o dono prefere trazer aqui no CCZ para eutanásia, isto porque, esse procedimento para um animal pequeno em estabelecimento privado custa no mínimo R$ 150”, disse.

Mas, segundo o veterinário, quando o animal é levado ao CCZ para ser feito o teste para saber se tem alguma doença incurável ou mesmo leishmaniose, cujo teste é feito com material do Laboratório Bio Manguinhos, um dos mais conceituados do Brasil, dando resultado positivo, o proprietário pode assinar um termo de responsabilidade com o CCZ, levar o animal para fazer uma contraprova em clínica particular. “O importante é que esse animal não permaneça oferecendo riscos para a população, porque a leishmaniose é uma doença que pode matar tanto o animal quanto o seu dono, caso o mesmo venha a contrair a doença”, destaca.

Médico veterinário Avelino de Osti, coordenador do CCZ de Ponta PorãFoto: Lucho Rocha